Curitiba - Com o objetivo de aumentar as vendas de 17.390 unidades no ano passado para 25 mil este ano, a Nissan entra no ramo de carros bicombustíveis (flex fuel), com o monovolume Livina, primeiro carro de passeio do grupo produzido no Brasil. Até agora, na fábrica que a empresa compartilha com a Renault, em São José dos Pinhais, era produzida apenas a picape Frontier. O Livina nasce com 70% de nacionalização. Peças importadas virão principalmente das fábricas da Nissan nos Estados Unidos, China e México.
A partir do segundo semestre, quando a empresa lança a minivan Grand Livina, com capacidade para sete passageiros, a expectativa é que seja instituído o segundo turno na fábrica. Contratações de novos metalúrgicos, no entanto, somente serão efetivadas em acordo com a Renault.
O investimento para a fabricação dos dois modelos foi de US$ 150 milhões. Segundo o presidente da Nissan Mercosul, Thomas Besson, até agora a montadora competia num universo de 19% do mercado. Com o Livina amplia a disputa para 30%. A expectativa é que a participação total da marca japonesa cresça de 1% para 1,7%.
Contando com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a previsão é vender 7,2 mil unidades do Livina ainda este ano. Mas Besson não quis fazer nenhum prognóstico para um cenário sem o benefício fiscal.
O Livina já é fabricado há três anos na Indonésia, China, Taiwan e África do Sul, com vendas que ultrapassam 100 mil unidades. Besson não descartou que, futuramente, o modelo possa ser exportado para países da América Latina.
Os carros estarão nas 68 concessionárias da marca a partir de amanhã, com preço inicial de R$ 46.690 para a versão 1.6 manual, até R$ 56.690 para a versão 1.8 SL automático.

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