A Nissan vai focalizar suas atividades no mercado brasileiro no segmento de picapes e utilitários esportivos. A afirmação é do presidente mundial da empresa, o brasileiro Carlos Ghosn. ‘‘Esse é o segmento que mais nos interessa’’, disse Ghosn, em entrevista à Agência Estado durante o North American International Auto Show - Naias 2001, o Salão de Detroit, nos Estados Unidos.
Ele lembrou que a montadora japonesa vai produzir a picape Frontier no Brasil a partir do primeiro trimestre de 2002. O modelo será fabricado na nova unidade de furgões Master que a Renault vai inaugurar no Paraná este ano.
A produção anual da Frontier deverá atingir 20 mil unidades. ‘‘Vamos produzir picapes e utilitários uma vez que a nossa parceira Renault já dispõe de produtos para outros segmentos, como o Clio e o Scenic’’, observou o executivo.
Em maio do ano passado, a Nissan anunciou investimentos de US$ 300 milhões para o Mercosul até 2005. A estratégia da montadora será operar na área do bloco econômico em conjunto com sua controladora, a francesa Renault.
Os recursos da montadora japonesa no projeto do Frontier somam US$ 90 milhões. Outros US$ 210 milhões serão destinados à produção de outros quatro veículos, como o Nissan Xterra, um utilitário esportivo fabricado nos EUA desde julho de 1999, que utiliza a mesma plataforma do Frontier 2001.
O presidente mundial da Nissan, Carlos Ghosn, disse que a situação econômica da Argentina não vai comprometer os investimentos da montadora no Mercosul. ‘‘Eu acho que essas dificuldades econômicas são normais e não temos dúvida em relação à força do Mercosul a longo prazo’’, afirmou Ghosn. Ele disse que o objetivo da montadora é conquistar 4% do mercado da região até 2010, o equivalente a vendas de 150 mil veículos por ano.

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