Mogi Guaçu (SP)- Foi difícil guardar segredo sobre o New Outlander por tanto tempo. Testamos o crossover remodelado no último dia 12, no entanto, a montadora impôs embargo de duas semanas para divulgação das informações, por motivos estratégicos. Enfim, podemos revelar a cara nova do modelo e a principal novidade da linha 2016: a inclusão de uma quarta versão na gama, movida a diesel.
O facelift deixou o Outlander mais bonito e acontece menos de dois anos após a última atualização. A rapidez da mudança é incomum, mas se justifica pelo novo panorama do segmento de SUVs compactos, que passou a ser a "bola da vez". Também deve ter sido uma forma de a Mitsubishi melhorar a imagem do Outlander, já que o design anterior não agradou muito.
Para contextualizar, crossovers e SUVs compactos disputam no mesmo segmento no Brasil, embora haja discordâncias entre as classificações. No conceito da Mitsubishi, o New Outlander não é um utilitário esportivo, que demandaria maior habilidade off road, mas um crossover, que transita entre o mundo urbano e o fora de estrada.
Externamente, a grade fina da geração anterior deu lugar a largas faixas cromadas, que também contornam os faróis na lateral e ladeiam a saída de ar. As rodas, agora de 18 polegadas, têm dois tons de cores e ganharam desenhos mais modernos. As lanternas traseiras agora invadem mais a carroceria. Há contornos cromados nas janelas e as maçanetas também são cromadas.
A traseira ganhou mais personalidade, com novos desenhos dos para-choques e lanternas mais ressaltadas. A luz de iluminação diurna completa o visual e traz mais segurança e visibilidade, além dos modernos faróis em LED. O New Outlander vem equipado com teto solar one touch. Internamente, o volante é revestido em couro e tem os controles de áudio, além do controle do piloto automático.
Compõem a gama do Outlander as versões 2.0 quatro cilindros, a gasolina, 4x2, de cinco lugares; a 3.0 GT, seis cilindros, 4x4 e a GT com full technology pack, ambas de sete lugares; e a nova 2.2, quatro cilindros, a diesel, 4x4, para os mesmos sete ocupantes. A versão de entrada oferece transmissão CVT que simula seis marchas e as demais são equipadas com câmbio automático de seis velocidades.
Com as quatro opções, a Mitsubishi pretende contemplar a vasta gama de clientes que busca hoje esse segmento. "O 2.0 é mais econômico, de uso urbano, o V6 é mais esportivo, e o diesel, para quem viaja bastante", define Reinaldo Muratori, diretor de engenharia da Mitsubishi Motors do Brasil.

Concorrência

O Outlander ficou, em média, R$ 6 mil mais caro na linha 2016, partindo de R$ 114.990 para a versão de entrada. A segunda, 3.0 GT, parte de R$ 141.990 e alcança R$ 151.990 quando incluído o full technology pack. Já a estreante a diesel chega por R$ 173.990. Quando questionado sobre a concorrência, Muratori diz que esta última mira Range Rover Evoque "como conceito, não em preço" (o SUV premium da Jaguar Land Rover custa R$ 192 mil na entrada).
"Nas versões 2.0 a gasolina, se considerar preço, a gama é grande", destaca o diretor de engenharia. Nesta lista, podem ser elencados modelos como ix35, Tucson e até o irmão ASX. No ano passado, o Outlander emplacou 600 unidades, em média, por mês, num total de 7.308 de janeiro a dezembro. Com o novo modelo, que chega aos 190 pontos de vendas de todo o País em junho, a expectativa é de comercializar 800 unidades por mês. Descobrimos que desempenho ele tem para isso. Leia mais nesta edição.
N A repórter viajou a convite da Mitsubishi.

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