No segmento de hatches compactos concentram-se 45% das vendas de veículos no mercado brasileiro. Dentro dessa disputada categoria está o New March, que promete incomodar concorrentes mais robustos como HB20, Onix e Etios. Para isso, o "japonês" chega em seis versões e com dupla motorização, 1.0 e 1.6. Os preços variam de R$ 32.990 a R$ 42.990.
Desde a versão de entrada, 1.0 conforto, o March oferece diferenciais como ar-condicionado e banco com regulagem de altura. Já a partir da segunda versão, 1.0 S, aparecem itens como vidros dianteiros e traseiros elétricos, travas elétricas das portas e do porta-malas, maçanetas internas cromadas. Às outras versões (1.0 SV, 1.6 S, 1.6 SV e 1.6 SL) integram-se itens como comandos de áudio e telefone no volante, revestimentos dos bancos em tecido, acabamento cromado no farol de neblina.
Na versão topo de linha surgem exclusividades do segmento, como câmera de ré e o Nissan Connect, compatível com os sistemas operacionais Android ou iOS. Por meio do sistema de conectividade, o motorista pode acessar o Facebook e o Google, fazer pesquisas de localização e encontrar amigos próximos.
"Em 2011, não existia tecnologia no segmento hatch; mesmo hoje muitos concorrentes não oferecem navegador", compara o gerente de marketing e produto da Nissan, Tiago Castro, confiante na aposta da montadora em tecnologia.
Economia também foi uma das qualidades no New March defendidas pelos executivos da Nissan durante o lançamento, afinal, ele chega ao mercado como o único compacto do país a conseguir nota A nas duas motorizações no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro. De acordo com os dados do instituto, o consumo do hatch chega a 8,9 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada, com etanol, e 12,6 km/l na cidade e 15 km/l na estrada com gasolina.

MOTOR
No teste de direção do New March pudemos testar a versão de entrada e a 1.6 SV em trechos urbanos e rodoviários, que totalizaram 90 quilômetros. O motor 1.0, fabricado pela aliança Renault-Nissan em São José Pinhais, respondeu bem aos comandos. O ajuste de altura dos bancos permite uma acomodação perfeita do motorista e o leve endurecimento da direção caiu bem. O acabamento interno da versão 1.0 conforto é correto e os tecidos de toque agradável.
Mas o acabamento cromado das maçanetas e detalhes em piano black no painel conferem um diferencial às versões mais completas. Além disso, o sistema de navegação e de conectividade são fáceis de usar e os comandos estão todos ao alcance das mãos.
Na estrada, o motor 1.6, fabricado na própria fábrica de Resende, consegue entregar o que a montadora classifica como "fun to drive", ou "direção divertida". Seus 111 cv e o torque de 15,1 kgfm - 90% disponível já a 2.400 rpm – seguram bem a aceleração e evitam a necessidade constante de troca de marchas, deixando a viagem mais agradável.
O barulho externo incomoda, especialmente quando em velocidades mais altas, mostrando que o isolamento acústico ainda pode melhorar. O volante também poderia acomodar melhor as mãos. Mas o japonesinho entrega além do que se espera e tem armas suficientes para disputar espaço no disputado mercado de hatches. Vale a pena pagar para ver.

A repórter viajou a convite da Nissan

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Um japonesinho bem brasileiro

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