A Navistar International, fabricante de caminhões que começou a operar em julho na cidade de Caxias do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul, iniciou a produção dos modelos pesados, de 24 e 45 toneladas, que serão lançados ao mercado no final deste mês. Até então, a empresa vinha produzindo apenas veículos médios de 16 toneladas.
Conforme o diretor Anthony da Cunha, a Navistar lançará ainda em janeiro um modelo de 16 toneladas, completando a linha de médios e pesados que será produzida no Brasil. Os caminhões acima destas características serão importados dos Estados Unidos, sede da empresa.
Os planos serão mantidos mesmo com a queda registrada no mercado nos últimos meses com a elevação das taxas de juros, afirma Cunha. De acordo com ele, a venda de caminhões de todas as categorias no Brasil diminuiu 30% em outubro na comparação com setembro, fechando em 3,4 mil unidades. ‘‘E em novembro deve cair de novo’’, prevê.
Além dos juros, outro complicador foi a redução da parcela do valor dos veículos financiada pelo BNDES de 80% para 60%. ‘‘Agora o cliente tem que pagar 40% à vista’’, comenta. Os caminhões da Navistar, por exemplo, têm preços que variam de R$ 65 mil a R$ 130 mil.
A empresa trabalha com uma previsão de faturamento de US$ 80 milhões nos 12 primeiros meses de atividade, período em que os investimentos chegarão a US$ 25 milhões na planta industrial da Agrale, onde os caminhões são montados.
Até o final deste ano o número de revendedores autorizados no País será ampliado de dez para 22 e a partir do segundo semestre de 1999 deverão iniciar as exportações para o Mercosul. Além disso, em dois anos a companhia implantará um sistema de financiamento e de leasing próprio. ‘‘Até lá vamos montar os históricos dos clientes’’, explica Cunha.

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