Não esqueça de fazer geometria e balanceamento
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sábado, 30 de junho de 2001
Fernanda Ongaratto De Curitiba 
Por desleixo, muitos motoristas deixam de fazer no tempo certo a geometria e o balanceamento no veículo. Mas os especialistas na área alertam que são imprescindíveis para manter o carro rodando com segurança e economia.
Quando se fala em geometria e balanceamento, muita gente logo pensa que um está necessariamente ligado ao outro. Que os dois devem estar bem ajustados para o carro funcionar redondo é verdade, mas isso não quer dizer que tenham que ser feitos juntos.
Geometria diz respeito ao alinhamento dos eixos das rodas, que devem seguir os ângulos estabelecidos pelo fabricante. É a geometria que garante que o carro vai fazer a curva quando o motorista virar o volante.
Compreendendo três estágios, cambagem (ângulo de inclinação das rodas), caster (alinhamento dos eixos em relação ao veículo) e convergência (alinhamento do veículo em relação ao próprio veículo), a geometria completa deve ser feita sempre que o motorista passar por um buraco e sentir o carro puxando para algum lado.
Segundo Maurício Trielli, responsável pelo Laboratório de Motores do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A), que fica em São Paulo, o ideal é, na geometria, fazer os três, a cambagem, o caster e a convergência e não só um ou dois deles. Se a constituição do carro não permite que se faça o caster, por exemplo, porque ele é fixo, daí sim, se faz só a cambagem e a convergência. De outra maneira, o certo é fazer os três, explica.
O gerente de serviços da concessionária Luson, de Curitiba, Victor Massulo Júnior, diz que o carro que não está alinhado, ou seja, sem a geometria certa, além de ficar muito mais instável, consome mais gasolina e sofre desgaste irregular dos pneus. A geometria é muito importante para o veículo, garante.
Já o balanceamento determina que o carro rode suave e macio. Um carro desbalanceado trepida o volante quando atinge 80km/h.A falta de balanceamento e a trepidação decorrente disso resultam em barulho dentro do automóvel e pode acarretar até em uma carroceria trincada, diz Massulo Júnior.
Trielli diz que existem dois tipos de balanceamento: um que é feito com a roda e o pneu fora do carro e o outro que é feito com o jogo roda e pneu montados no veículo. Segundo ele, o ideal é fazer os dois, o que permite um balancemanto mais preciso e eficaz.
O responsável pelo Laboratório de Motores do IPT diz também que o balanceamento deve ser feito sempre que for trocado algum pneu. E que, por isso, não é obrigatoriamente necessário fazer geometria sempre que for feito balanceamento.
Trielli acredita ainda que muitas pessoas fazem geometria e balanceamento juntos porque o preço não é tão caro. Fazer só o balanceamento nos quatro pneus custa em média R$ 16,00, mesmo preço para a geometria.
Massulo afirma que o ideal é fazer os dois juntos e estipula 15 mil quilômetros para isso. Se as condições do carro forem normais, ou seja, não ter caído em nenhum buraco muito grande e nem sofrido nenhuma avaria, dá para fazer geometria e balanceamento a cada 15 mil quilômetros.


