Não erre na compra do carro usado
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sábado, 07 de julho de 2001
Fernanda Ongaratto De Curitiba 
Para não se comprar gato por lebre, vários itens devem ser analisados antes de se adquirir uum automóvel usado. Tomar cuidado com a documentação e observar atentamente mecânica e lataria fazem parte de uma compra mais consciente.
Embora os especialistas digam que levar o carro à uma oficina especializada seja a solução mais segura e sem custo para o futuro proprietário, que pode ser enganado por detalhes imperceptíveis para os leigos como lacres substitutos no motor, redução de quilometragem no velocímetro, eles dão algumas dicas para o comprador poder se virar sozinho, pelo menos no primeiro encontro com o vendedor.
Olhar o motor e a parte de baixo do automóvel para ver se tem algum vazamento de óleo aparente, perceber se as vedações são perfeitas imperfeições são sinais de carros que já sofreram alguma colisão, prestar atenção nos ruídos emitidos pelo motor em ponto morto e aceleração máxima barulho anormal é sinal de que o motor não está em bom estado, são algumas das dicas dadas pelo mecânico da Auto Equipe Oficina Mecânica, de Curitiba, Fabiano Dal Negro.
Dal Negro diz ainda que o barulho do motor não pode parecer com som de ferro batendo, o que, na linguagem mecânica, chama-se rajando. Se quando acelerar o motor estiver rajando é sinal de que está no fim. Outro cuidado é olhar, contra a luz, se o capô está ondulado. Se estiver, significa que ali foi passado muita massa, ou seja, que já foi pintado muitas vezes, ensina Dal Negro.
O mecânico diz ainda que os pneus são bons parâmetros de como anda a suspensão do automóvel. Se a parte interna do pneu estiver ruim, é porque o carro está com problemas na suspensão e até no balanceamento.
Marcos Fialho, gerente de assistência técnica da Corujão de Curitiba, também dá dicas para o futuro comprador. É importante verificar o estado geral do motor. Se estiver muito sujo, é porque foi mal cuidado e não passou por manutenção. Se estiver muito limpo, também não é bom sinal, porque o vendedor pode ter lavado para esconder algum vazamento aparente, revela.
Fialho diz também que fumaça azulada saindo do escapamento não é bom sinal. Quando acontece isso, é porque o motor já está com desgaste acentuado e o óleo está sendo queimado junto com o combustível, ensina, completando que o ideal é fazer esse procedimento com o carro em ponto morto e com freio de mão puxado para poder enxergar bem a cor da fumaça emitida. O certo, nessa situação, é que a fumaça seja incolor e que logo se dissipe no ar.
O gerente reforça ainda que é preciso verificar o alinhamento de algumas partes do automóvel, como a tampa traseira e a lanterna, e que a fresta entre as partes do carro não podem ultrapassar meio centímetro. Aquele vão que tem entre a porta e a lataria do carro deve ser igual em todas as portas e não pode ser um tamanho exagerado. É bom perceber também se não tem diferença de tons entre algumas partes, como o paralamas ser mais claro que o capô, ensina.
Além de todas essas dicas, os especialistas dizem que é muito importante fazer um teste drive com carro, para poder detectar algum problema com o câmbio. A marcha, por exemplo, tem que engatar tranquilamente, sem arranhar. O teste também é importante para saber se o carro não está puxando mais para um lado que para outro.
Outro lembrete é quanto ao horário de compra. Deve-se sempre optar para ver um carro de dia, com bastante claridade, para evitar que algum defeito seja mascarado por falta de iluminação. É bom ver o carro até as 17 horas no máximo, para poder pegar o dia bem claro ainda, explica Dal Negro.


