Nacionalização da produção
A Mercedes-Benz tem planos ousados para o novo Actros. A meta é comercializar pelo menos 3 mil unidades já em 2011 e nacionalizar a produção do modelo em até 60% nos próximos três anos, mirando o mercado latino-americano.
Na coletiva de lançamento do Actros, o presidente da Mercedes-Benz para Brasil e América Latina, Jurgen Ziegler, destacou que a marca é líder em volume de vendas (30 mil unidades em 2009) de caminhões de aplicação intensiva. ''O Brasil se sobressai no mercado com a previsão de um aumento forte da demanda nos próximos anos'', observou o executivo, listando que as perspectivas positivas estão baseadas no crescimento do PIB brasileiro entre 7% e 8%; no aquecimento do agronegócio, construção civil e mineração; nos negócios gerados com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, no Rio; e na exploração dos depósitos de petróleo do pré-sal.
Por conta disso, a fabricante alemã está investindo R$ 1,2 bilhão em suas plantas de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG), onde será concentrada a montagem do Actros. O vice-presidente de Vendas da Mercedes para Brasil e América Latina, Joachim Mayer, mostrou que o segmento de caminhões extrapesados (acima de 400 cavalos) é o que mais cresce no mundo (em torno de 60% no último ano). Por isso, o plano da montadora é aprontar 1,3 mil unidades no próximo semestre e saltar para 3 mil no próximo ano. Mas a Mercedes planeja muito mais alto: a fábrica de Juiz de Fora poderá montar de 12 mil a 15 mil unidades a partir de 2012.
Até o ano que vem, a montadora pretende nacionalizar 44% da produção do Actros. Mas a gigante alemã quer chegar a 60% de nacionalização até 2014. ''A fábrica em Juiz de Fora será o maior complexo da Mercedes-Benz em caminhões pesados'', adiantou Ziegler, completando que a marca já é hoje a maior exportadora de veículos comerciais na América Latina. (L.A.)





