Na temperatura ideal
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domingo, 29 de janeiro de 2012
<br> João Fortes Reportagem Local <br> 
Enquanto o motorista tenta manter a cabeça fria no trânsito, uma série de componentes trabalha em conjunto para evitar o aumento excessivo na temperatura do motor do veículo.
É o sistema de arrefecimento, ao qual é preciso estar atento e fazer a manutenção correta para não ser surpreendido com um problema no meio do caminho. Trabalhando com um aumento muito alto de temperatura, o motor pode sofrer a pior das consequências: fundir.
No sistema de arrefecimento a peça mais aparente e conhecida de muitos motoristas é o reservatório de expansão, que além de água contém um aditivo composto de elitinol glicol, uma espécie de álcool, que tem a capacidade de diminuir o ponto de ebulição da água. ''Ao invés da água ferver a 100 graus, ferve a 110'', explica Claudemir Fernandes Faria, professor do curso de mecânica automotiva do Senai Londrina. ''Além do resfriamento, o aditivo mantém o sistema limpo e lubrificado'', ressalta Nerval Mansano Melaré, que administra a mecânica Meralé.
A proporção de água e elitinol glicol varia de acordo com o modelo do carro, mas precisa ser respeitada, pois o excesso ou falta de um dos dois pode acarretar problemas. ''Muito aditivo vai prejudicar o alumínio, presente nos blocos do motor, já muita água provoca oxidação de outras partes, que são de metal'', ressalta o coordenador do curso de mecânica automotiva do Senai, Edison Bonifácio.
Junto com o aditivo, a água circula por todo o sistema, com o auxílio de uma bomba d'água e mangueiras, chegando a galerias, onde o motor é resfriado sem prejudicar seu funcionamento. Uma válvula termostática é responsável por controlar o fluxo de acordo com a temperatura. Segundo Faria, a válvula tem uma mola de metal, que encolhe quando a água esquenta. ''Ocorre, então, uma troca de calor entre o líquido que vem do motor e o que chega até ele'', explica.
O radiador também é fundamental no processo. É composto por espécies de serpentinas, onde a água circula e recebe a ventilação natural do ambiente externo. Na sua frente fica a ventuinha, que é acionada por um termo-interruptor quando necessário. ''Geralmente, é acionada quando estamos em um engarrafamento ou em outras situações em que o motor está ligado, mas com pouco movimento do veículo'', explica Bonifácio.
Para que tudo esteja funcionando corretamente é preciso ficar de olho no reservatório de expansão. Segundo Bonifácio, o correto é checar o nível do líquido no recipiente todos os dias, mas ele pondera que ter esse cuidado pelo menos uma vez por semana já é suficiente.
Para muita gente, quando o nível está baixo, basta completar com um pouco de água. Algo não recomendável, segundo Faria. Além de favorecer a oxidação, isso não resolve uma possível causa do nível baixo. ''Pode ser um vazamento e o melhor mesmo é levar na oficina. O aditivo e a água devem ser trocados uma vez por ano'', orienta o professor.
Observar o ponteiro que marca a temperatura no painel também é importante. O ideal é que ele esteja na metade, pois acima já indica um superaquecimento. O contrário também pode estar acontecendo. Se o ponteiro estiver baixo é sinal de temperatura muito baixa, o que também é prejudicial para o motor.


