No rápido, para não dizer medíocre, teste-drive oferecido à imprensa especializada durante o lançamento do novo Civic em São Paulo, só foi possível diagnosticar uma coisa: o novo sedã é mais agressivo visualmente do que mecanicamente.
Bem acabado, moderno, funcional e extremamente confortável, o Civic - equipado com câmbio automático - tem desempenho mediano, ou seja, cumpre bem as ações de aceleração e retomadas, mas não oferece a 'adrenalina' esportiva que alguns podem almejar.
Além do desenho, vale ressaltar outros pontos positivos do novo Honda: ele é espaçoso, gostoso de dirigir e passa confiabilidade, tanto como produto como em estabilidade (agora o Civic tem 3 anos de garantia). Além do mais, tem presença e muita 'personalidade'.
Peca em três pontos: a traseira alta prejudica a visibilidade, principalmente nas manobras de estacionamento. Mesmo sabendo deste problema, a Honda não oferece - nem como opcional - o sensor de obstáculos, item já comum em muitos outros carros. Segundo, o porta-malas é o menor da categoria (340 litros - menor ate mesmo que os 420l da 7 geração) e, para piorar, a tampa traz braços em vez de amortecedores pantográficos. Essa idéia acaba tirando ainda mais espaço do porta-malas.
Por último, não traz sistema que fecha os vidros ao se travar as portas remotamente através a chave. Sem dúvida, uma falha indiscutível, principalmente para um carro deste naipe. Mesmo assim, o novo Civic promete movimentar e muito o mercado. (M.D.B.)

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