A apresentação da linha 2004 da fábrica alemã foi acompanhada de um test-drive, realizado num percurso de 230 km entre Campinas e Amparo, no interior paulista. A quantidade de carros era tanta que chegava a estontear: CLK 320, CLK 500, E 320, E 500, nas versões normal e blindada, C 180 Kompressor e C 230 Kompressor, além de sete Classe A.
Com tantos carros à disposição, a diversão nas rodovias de pista tripla foi garantida. Mas o sangue ferveu de verdade ao sentir, por 20 km, a força do CLK 500, um esportivo de motor V8 com mais de 300 cv, que traz acabamento interno em alumínio (perfeito para carros com essa alma) e tecnologia de avião de caça.
Antes, a atenção foi desviada para os aparatos tecnológicos do interior. NO CLK, ao abrir a porta do carro, o banco se rebaixa e o volante sobe, facilitando a entrada. Acomodado, basta fechar a porta para o banco voltar à posição original e um pequeno braço de plástico surgir na lateral ''oferecendo'' o cinto de segurança. A regalia tem sua razão: na pista, o CLK 500 atinge velocidade de até 220 km/h e obtém arrancadas de 0 a 100 km/h em menos de sete segundos.
Depois da CLK 500 o próximo a ser testado foi o Classe A, o brasileirinho da família. Esperto na cidade, mesmo na versão 1.6 com cerca de 106 cv, o carro tem uma faixa de torque homogênea, fazendo com que acelere de forma progressiva e até divertida. O campo de visão, que deveria ser privilegiado num carro com esse desenho, fica comprometido para pessoas com mais de 1,80 metro, por causa das colunas da frente, que sustentam o pára-brisa. A desejar fica o acabamento. É até razoável para um carro destinado à classe média do país, mas pífio, comparado ao restante da linha, principalmente para um Mercedes. Particularmente, os acabamentos em alumínio são mais atraentes...

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