De acordo com a Association of Germany Insurance Business, entidade que representa as empresas seguradoras alemãs, o travamento das rodas é responsável por 40% dos acidentes fatais nas estradas da Alemanha. Nos EUA, a NHTSA, órgão que cuida da segurança no trânsito naquele país, simulou uma situação de risco em pista molhada e verificou que enquanto 100% dos veículos com freios comuns colidiram contra uma barreira, 42% dos veículos equipados com ABS conseguiram evitar o acidente.
  O ABS funciona com sensores nas rodas que informam uma central eletrônica a velocidade de cada uma delas. Essa central compara os dados, calcula a desaceleração de cada uma das rodas e controla uma possível tendência ao travamento. Por meio de um grupo de válvulas, reduz a pressão no circuito do freio da roda prestes a travar. Tudo acontece em milésimos de segundo, as válvulas abrem e fecham repetidamente. O ciclo de pressão (freia-não freia) repete-se várias vezes, chegando a 20 vezes por segundo, como na geração 5 fabricada pela Bosch.
  A interferência do sistema de ABS dá-se de maneira independente nas rodas - pode agir em apenas uma delas, em três, ou nas quatro. A aplicação do ABS em carros com tração integral (4x4) é mais complexa. O cálculo deve considerar outras variáveis para acionar o antitravamento, como velocidade média do veículo e até condições do terreno. Mas é bom lembrar: em condições extremas, como lamaçais ou areia fofa, o ABS tem praticamente nenhuma utilidade.

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