A família do bancário aposentado Celso Gerard, de Cambé, possui uma extensa coleção de carros antigos, composta por um Galaxie 500 1968, uma Caravan 1978, uma Variant 1974, uma caminhonete Chevrolet 1956 (famosa pelo codinome Marta Rocha), uma C14 1964, uma C10 1974, um Bel Air 1950, um Jeep Willys 1952 e três Veraneio 1982, 1984 e 1986. Somam-se a esse rol dois jipes, 1951 e 1958, e um Diplomata 1987, pertencentes ao filho, Paulo de Tarso, 22 anos, que divide a paixão com o pai.
A família não possui carros modernos, prefere os que têm história. Para uso diário, a Veraneio 84. Paulo diz que o uso constante evita problemas de desgaste no veículo e que o gasto com o uso frequente não entra na conta. "É mais pelo prazer que pelo consumo", declara ele.
A restauração e manutenção dos antigos ainda é um empecilho para os colecionadores, tanto que a "Marta Rocha" 1956 está parada esperando restauração. "Uma vez li uma coluna que falava sobre o drama de quem decide restaurar um carro. Realmente, o trabalho demora muito, sendo que nem sempre é concluído. E restauração meia boca não é interessante porque deprecia o carro", relata o aposentado. Nem por isso ele pensa em diminuir a frota de antiguidades. (C.F.)

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