Na cidade, na estrada, na terra
A bordo da versão Sport 2.0 turbodiesel vivenciamos o melhor momento do Renegade. Na rodovia, a aceleração é muito rápida, o motorista tem segurança para realizar ultrapassagens e enfrentar cruzamentos movimentados. Demoramos alguns minutos para encontrar a posição ideal para dirigir, mas com a ampla opção de ajustes de banco e volante, conseguimos. A estabilidade impera.
Na terra, o Renegade parecia em seu habitat natural. Com ferocidade de Cherokee, superou grandes buracos e subidas íngremes. Nos locais mais acidentados, ativamos a tração e a reduzida, deixando o veículo mais firme e capaz. Em certo momento fomos confrontados com uma descida quase vertical e encorajados a testar o sistema Hill Descent Control (HDC). Acionado o botão, soltamos o pé do freio e o carro deslizou lentamente até completar a descida de cinco metros, mantendo os ocupantes em segurança. Por meio do sistema Selec-terrain é possível adaptar a tração aos mais diferentes tipos de terrenos.
O motor 1.8 flex já é conhecido de outros veículos da Fiat, como o Bravo, e sentimos as retomadas mais lentas. Também tivemos certa dificuldade no engate da primeira marcha do câmbio manual de cinco velocidades. Com esta motorização, o Renegade se aproxima dos concorrentes de segmento, porém, com o acabamento irrepreensível pesando a seu favor. O amplo espaço traseiro também chamou a atenção, suficiente para adultos esticarem as pernas, e, ainda assim, o SUV consegue manter um bom porta-malas. O Renegade, assim como o HR-V, conta com freio de estacionamento eletrônico. Partida por botão start/stop, ar condicionado dual zone e teto solar são opcionais em algumas versões. (C.F.)





