Uma das máquinas esportivas mais desejadas entre os apaixonados por automobilismo, o Mustang faz sucesso tanto nas versões atuais quanto nas que marcaram época. Apresentado pela primeira vez ao público em 1964, o veículo sofreu muitas alterações ao longo dos anos, mas não perdeu sua essência arrojada, que coleciona fãs.
Um desses aficionados pelo modelo, João Francisco Domingues Filho conseguiu seu Mustang há quatro meses. Na versão Hard Top ano 1966, a imponência do design e o símbolo do cavalo correndo - que remete à raça de equinos de mesmo nome da linha - não mentem: o carro é mesmo de encher os olhos.
Um fato surpreendente é que o proprietário dessa máquina é estudante de engenharia de produção e tem apenas 22 anos, ou seja, seu automóvel tem mais que o dobro de sua idade. ''Sempre gostei de carro antigo, desde moleque acompanho encontros. E carro antigo não tem a ver com idade, mas com paixão mesmo'', afirma.
A paixão de Domingues Filho por antigomobilismo é tanta que seu primeiro carro foi um Maverick 1976 quando ainda tinha 16 anos. Na época, para frequentar eventos e desfilar com o veículo por aí, ele recorria a um tio ou amigos mais velhos.
O desejo de rodar com esses automóveis de época é inclusive o que tem feito o Mustang circular hoje. Com um motor V8 289, câmbio automático e direção hidráulica, um problema no carburador vinha impedindo que o automóvel saisse da garagem. ''Eu mesmo cuido da mecânica dos meus carros, por prazer mesmo. Hoje tenho dois Mavericks e adaptei o carburador de um deles no Mustang. O motor ficou mais fraco, mas pelo menos está rodando, o que é o mais importante'', comemora.
Ele ressalta que a improvisação é temporária e que em breve espera ter o automóvel totalmente original. Ele reforça ainda que assim como fez a adaptação, ''com as próprias mãos'', pretende removê-la.
Elegância e conforto fizeram e ainda fazem desse esportivo um objeto diferenciado. Na versão do universitário, no entanto, não se encontra ar condicionado - que já era ofertado como opcional do Mustang - e os freios são a tambor e não a disco, mas nada que reduza o glamour da máquina. ''Como um todo, apesar de ser 1966, esse Mustang é mais confortável do que muito carro que se vê hoje'', garante.
Internamente chamam a atenção, além do câmbio já citado, o painel trabalhado em madeira, os bancos em couro preto e ainda o rádio característico da época.
O jovem deixa claro que seu amor por carros antigos nunca irá acabar e na medida do possível espera conseguir outros carros para vivenciar uma das coisas que mais lhe agrada: trocar experiências com colecionadores e pessoas que viveram ativamente a época de seus carros. ''Quando alguém bem mais velho que eu chega até o carro e conta histórias do tempo em que ele era mais comum nas ruas, sinto uma felicidade enorme. Essa troca de experiências é uma das coisas mais legais que existem.''

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