Museu vai contar história da Scania
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sábado, 26 de março de 2011
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local 
Já tradicional em Londrina e região, a concessionária de caminhões Scania P.B. Lopes, pelo seu proprietário Pedro Lopes, quer montar na cidade um museu da marca sueca. Rico acervo de fotos, anúncios antigos, miniaturas de caminhões, tudo o que foi sendo juntado nos 60 anos de concessionária, já está lá. Caminhões antigos, Lopes tem três. Mais dois estão em processo de restauração, e outros quatro ou cinco, ele afirma, estão esperando para serem trabalhados.
O preferido é o que está em seu show room na concessionária em Londrina: um Scania L71 de 1956, com motor de quatro cilindros. ''Este foi uma experiência única.'' O L71, comprado oxidado nos fundos da casa do proprietário em Campinas (SP), lhe custou R$ 65 mil. Para a restauração, que durou um ano e meio, o empresário já não recorda quanto investiu.
No resultado que se vê, apenas o volante foi recuperado. O resto foi tudo refeito por um funileiro contratado apenas para isso que trabalhou na concessionária de Maringá (Região Noroeste). Motor, carroceria de madeira, espelho, faróis e até a placa no para-lamas com o nome da marca foi refeito de acordo com o original e pintado ou cromado depois. É como se tivesse sido fabricado pela segunda vez. As consultas foram feitas em literatura que veio da fábrica, na Suécia.
Apesar de a família Lopes ter começado suas atividades com caminhões Scania apenas em 1966 - o caminhão é de 1956 -, ele reconhece a importância do modelo enquanto relíquia. Deste veículo, vieram poucos ao Brasil, ele diz.
Quando começou a restaurar caminhões, o pai de Lopes, José Lopez Lopez, já havia falecido. Mas em homenagem ao seu trabalho é que Pedro Lopes comprou, inclusive, um De Soto, marca produzida pela Chrysler, de 1950, com motor de seis cilindros. Ele está em Maringá com meio caminho andado na restauração.
A concessionária começou vendendo caminhões da marca, em 1950, com o nome Irmãos Lopes, e estava localizada na esquina das ruas Mato Grosso e Sergipe, no centro da cidade. Mais tarde, Mercedes, Alfa Romeo e DKW passaram a ser vendidos pela empresa. Foi em 1966 que a Irmãos Lopes começou a operar com a marca Scania.
Quando iniciou os negócios, Lopez Lopez ainda não tinha conhecimento sobre o universo de caminhões. Ofereceram-lhe a concessão da marca De Soto, ele se interessou e montou a Irmãos Lopes'', lembra o empresário. ''Ele (o pai Lopez Lopez) começou do zero e foi adquirindo cultura com o tempo.''
Já o filho Pedro, desde pequeno começou a aprender sobre caminhões. ''Morando em São Paulo, eu vinha passar as férias em Londrina e trabalhar na empresa.''
''Os caminhões antigos, eu compro tudo em muito mal estado, abandonado, mas invisto em cima porque tenho outras pretensões'', disse Lopes. Ele informou que está negociando um terreno perto da concessionária, localizada na Avenida Brasília, para fazer um barracão para o museu. Segundo suas contas, só de fotos ele e sua família já reuniram mais de 25 mil peças no acervo.
Mas lá também estão, por exemplo, anúncios de lançamento de caminhões em jornais e revistas, folderes, chaveiros, peças de caminhão e brindes da marca, tudo contando a história da Scania em Londrina e lá fora.


