Segundo um estudo, feito pela seguradora Indiana, as mulheres mais jovens são mais prudentes ao volante que o sexo oposto na mesma faixa etária. Por exemplo, mulheres de 24 anos batem o automóvel 20% menos do que homens da mesma idade, com danos 15% menores. O número de batidas é menor ainda quando a faixa etária feminina sobe para os 33 anos. Nessa fase, as mulheres batem 5% menos do que homens da mesma idade e os prejuízos são 15% menores comparados aos provocados pelo sexo oposto. As mulheres só são superadas pelos homens quando atingem a faixa dos 42 anos, quando batem o carro 8% a mais do que o sexo masculino da mesma idade, mesmo assim com danos 20% menores.
O diretor comercial da Indiana, Marcos Machini, afirma que, comparada ao homem da mesma idade, a mulher jovem é um risco muito melhor para a seguradora. ''À medida que aumenta a idade da mulher, o perigo começa a ficar próximo ao do homem. Porém, essa constatação depende do estado civil da mulher e se possui filho ou não em idade entre 17 a 24 anos'', completa o executivo.
A pesquisa demonstrou também que o homem arrisca mais. No quesito atitude de risco no trânsito, o estudo apontou que 89% dos homens são mais audaciosos enquanto dirigem, contra apenas 10,8% de mulheres com a mesma atitude. A idade do motorista é um fator significativo para análise desse comportamento, que é maior entre os jovens de até 27 anos. Entretanto é preciso considerar que o contingente feminino é menor em relação ao masculino, o que representa apenas 15% do total de condutores.
Por se envolverem menos em acidentes, o público feminino recebe descontos na hora de contratar a apólice de automóvel. A procura por esses seguros entre as mulheres cresceu 5% na Indiana em 2004, em comparação ao ano anterior. O resultado aponta que, pela primeira vez, a participação deste público no mix da carteira da companhia chegou a 52%, colocando como maioria entre os segurados. Para 2005, seguindo a tendência dos últimos anos, a empresa estima que esta fatia cresça em, pelo menos, 10% no total da carteira.
O aumento na emissão do seguro auto no segmento feminino deve-se ao fato de que a participação das mulheres é cada vez maior no mercado automotivo. Segundo pesquisa encomendada pela WebMotors no segundo semestre do ano passado para o IBOPE/Ratings, o sexo feminino representa 31% dos compradores de carros no País. Em relação aos veículos novos, as mulheres lideram as compras, com 55% contra 35% dos homens.
Os dados do ASE (Instituto nacional para Excelência de Serviço Automotivo) confirmam o interesse das mulheres por seus carros e a adesão à manutenção preventiva. Segundo a entidade, hoje em dia as mulheres representam 46% do público atendido em oficinas.
Segundo levantamento da WebMotors, no começo deste ano, os modelos novos e usados mais procurados pelas mulheres são: 1º Peugeot 206 (15,27%); 2º Ford Fiesta (13,89%); 3º Fiat Palio (12,50%); 4º Ford EcoSport (11,11%); 5º VW Gol (8,33%).

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