Curitiba - Com a experiência de quem já sofreu acidente grave e foi protegida pela roupa de couro, a militar Valéria Farias, presidente do Viúva Negra, moto clube formado apenas por mulheres, dá a dica: ‘‘Motocicleta não permite que se seja patricinha’’.
O recado é para as mulheres que não gostam de proteger o corpo inteiro por achar que perde a beleza. ‘‘De fato, motociclista protegido fica assexuado, perde a beleza. Mas na hora em que se está pilotando, isto é o de menos. O principal é a segurança. A roupa de couro, por exemplo, além de proteger na queda, evita picada de insetos e pedras.’’
Ela conta que um dos itens mais esquecidos e desprezados por quem anda de moto é a roupa de chuva, o que, segundo ela, é um grave erro. ‘‘Se a pessoa fica molhada por muito tempo, pode ir perdendo a sensibilidade em função do frio nas mãos e nos pés, o que pode prejudicar os reflexos.’’
Ela não dispensa também proteção para joelhos, ombros e cotovelos. Também usa botas grossas, além de capacete com viseira.
Valéria dá dicas também para quando se viaja com garupa. Neste caso, segundo ela, a condução tem que ser mais suave. ‘‘É preciso sintonia entre o piloto e o garupa, que não pode ficar se mexendo muito para não prejudicar a estabilidade.’’

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