Converter uma moto da gasolina para o álcool exige, como de praxe, alteração na documentação do veículo. O Detran PR cobra cerca de R$ 45,00 para a modificação na papelada, além de uma taxa de R$ 7,00 para a emissão de uma autorização para a troca de combustível.
Os valores envolvidos são baixos, mas o que incomoda os motoqueiros são os trâmites burocráticos. É necessário levar ao Detran desde a nota fiscal do serviço de conversão até um termo de responsabilidade civil e criminal pela ação. Isso faz com que muitos mototaxistas de Londrina desistam da legalização da troca de combustível.
O perigo, neste caso, é que a economia gerada pela utilização do álcool pode ter que ser revertida para o pagamento de multas e para a reconversão da moto. No caso de um mototaxista ser parado em uma blitz, e for constatado a utilização de um combustível diferente do que consta no documento da moto, a multa pode chegar a R$ 193,00 e o veículo será apreendido. Depois disso, a moto só poderá ser retirada do Detran ser for reconvertida para o combustível original.
Em 1981, com o regime militar dando seus últimos passos, o Proálcool - programa de incentivo ao uso do álcool combustível, criado em 1975 - levou os fabricantes de veículos nacionais a extrapolarem o uso do derivado da cana. Neste mesmo ano a Honda lançou sua CG 125 - modelo mais vendido no país até hoje - movida a álcool. A pequena moto contava com carburador com sistema anti-corrosivo e com sistema auxiliar de partida a frio. Por motivos até hoje não entendidos, a moto não emplacou no mercado nacional, e foi descontinuada dois anos depois de seu lançamento.
A chegada dos carros ''Flex Fuel'', que funcionam com gasolina e/ou álcool, também levou a Honda a testar o sistema em motos. Uma CG Flex Fuel está em fase final de testes e pode chegar ao mercado ainda este ano.

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