A Mubea inaugurou quinta-feira, em Taubaté, no interior do Estado, sua primeira fábrica na América Latina, que recebeu investimentos de R$ 20 milhões. A Muhr and Bender (Mubea), com sede em Attendorn, na Alemanha, vai produzir molas de suspensão e molas de válvula para o mercado brasileiro de automóveis. A empresa iniciou suas atividades no Brasil no ano de 1997, com a comercialização de componentes importados da Alemanha, a partir da unidade de Taubaté. A unidade brasileira deve faturar R$ 20 milhões em 2000.
A nova fábrica ocupará uma área total de 83 mil metros quadrados, dos quais 5 mil quadrados já foram construídos. A etapa inicial de produção teve início em fevereiro. Com a implantação do segundo turno, em setembro, o total fabricado chegou a 165 mil molas de suspensão e 1 milhão de molas de válvulas por mês. A unidade de Taubaté emprega 40 trabalhadores e 10 funcionários administrativos.
De acordo com o responsável pelas operações da Mubea no Brasil, Carlos Rauscher, o terceiro turno deverá ser implantado no início do próximo ano e agregar mais 75 mil molas de suspensão e 5 mil molas de válvulas à produção mensal. Os produtos são fabricados com matéria-prima (arame para molas) importada da Alemanha.
‘‘Estamos estudando parcerias com fornecedores brasileiros’’, informou o executivo à Agência Estado. Rauscher afirmou também que a Mubea pretende ampliar futuramente sua capacidade de produção e a área construída. ‘‘Ainda estamos digerindo a primeira fase’’, afirmou. A solenidade de inauguração da fábrica de Taubaté teve a presença do presidente mundial do grupo, Rudolf Muhr.
A Mubea do Brasil tem entre seus clientes os cinco maiores fabricantes de veículos do País - Volkswagen, Fiat, General Motors, Ford e Renault. ‘‘Nosso objetivo é comercializar para todas as outras montadoras instaladas no Brasil’’, observou Rauscher. Ele informou que a companhia será um dos fornecedores do projeto PQ24, que está sendo desenvolvido pela Volkswagen.
A Muhr and Bender foi fundada em 1916, na cidade alemã de Attendorn. A empresa tem um faturamento mundial de US$ 460 milhões e emprega 2,8 mil funcionários em 12 unidades industriais pelo mundo. Nos últimos seis anos, o grupo gerou cerca de mil empregos.

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