Os motoristas são unânimes em dizer que o carro é um dos meios de transporte mais práticos e cômodos que existem, porém ao mesmo tempo é um bem de consumo que exige cuidados e demanda muito dinheiro. ''O meu carro é como se fosse meu filho'', afirmou a terapeuta ocupacional, Ilka Maria Ramos Elorza.
Por mês, ela gasta só com combustível mais de R$ 150, sendo que a maior parte é utilizada para andar os 24 quilômetros diários só para trabalhar. A conta fica ainda mais alta quando a terapeuta soma a esse valor as despesas do seguro, do imposto e da manutenção de seu Palio 1.0 ano 96. ''A última vez que mandei arrumar o carro ficou em R$ 140. É preciso ter um controle porque senão você se perde nas contas'', frisou Ilka.
Os gastos do professor Luís Carlos Moçato são ainda maiores. Só de combustível os custos mensais passam de R$ 1 mil. ''Eu trabalho em três cidades, por isso a despesa é alta'', comentou. Fora isso, Moçato tem os gastos básicos como o seguro, que na opinião dele é indispensável, e o estacionamento, usado para deixar o carro com mais segurança quando vem ao centro da cidade. ''O seguro é fundamental, principalmente em uma cidade como Londrina'', disse.
Para tentar diminuir um pouco as despesas anuais, o professor, que tem um Celta 1.0 ano 2002, procura pagar à vista contas como a do seguro e a do IPVA. ''Dessa forma eu sempre consigo um desconto'', apontou. Moçato acrescentou que mesmo com todas as despesas não dá para abrir mão do carro.
O aposentado Domingos Antônio de Souza também concorda que custa caro manter um automóvel, mas não tem como viver sem esse bem de consumo. ''As despesas pesam bastante, é como alguém da família'', brincou. Para Souza, dono de um Santana 2.0 ano 97, o que mais pesa no bolso são os gastos com combustível, cerca de R$ 200 mensais, e com o seguro, no valor de R$ 1,2 mil ao ano. ''Do seguro eu não abro mão. Já tive um carro roubado que foi substituído por conta do seguro'', lembrou.

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