Pesquisa da GIPA, órgão internacional que realiza estudos de mercado no pós-venda em vários países, revela que 74% dos motoristas brasileiros preferem levar o carro em um mecânico de confiança para fazer reparos e manutenção. Mesmo quando o automóvel está na garantia do fabricante, 16% dos proprietários não fazem a revisão da garantia de fábrica em concessionárias.
Além da confiabilidade na qualidade do serviço e a questão do preço do orçamento, o motorista leva em consideração a qualidade dos serviços prestados na hora de escolher o estabelecimento para realizar a revisão de seu veículo.
O estudo da GIPA, encomendado pelo GMA - Grupo de Manutenção Automotiva, indica também que o motorista não tem o hábito de realizar a manutenção preventiva do seu veículo, uma prática que evitaria quebras e falhas inesperadas e que causam enorme transtorno, sem falar na segurança do trânsito. Dados da pesquisa indicam que 48% dos motoristas de carros acima de cinco anos levam o carro em oficinas para fazer manutenção preventiva, sendo que esse índice cai à medida em que a idade do veículo aumenta. A média anual é de quatro visitas às oficinas com gasto de R$ 207, totalizando uma despesa de R$ 876/ano.
Desse total, está incluída a troca de óleo, por isso, o número ainda é muito baixo, comprovando que o motorista brasileiro faz apenas a manutenção para reparar problemas já existentes.
Nos Estados Unidos, o motorista gasta, em média, US$ 1.000/ano em manutenção do veículo. ''Como ainda não há uma fiscalização rigorosa como já ocorre em mais de 50 países que possuem a Inspeção Técnica Veicular, o motorista brasileiro não tem o hábito de cuidar do carro preventivamente. Com a ampliação da inspeção ambiental para toda a frota de São Paulo que possui mais seis milhões de veículos entre carros, motos e caminhões e também para cidades de outros estados, os motoristas devem começar a se preocupar em fazer a manutenção preventiva em seus automóveis, o que provocará aumento de visitas às oficinas'', estima o coordenador do GMA, Antônio Carlos Bento.
A frota nacional de veículos é composta por 27,8 milhões de unidades (automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões), segundo Estudo da Frota Circulante do Sindipeças, 20 milhões (63%) possuem mais de cinco anos de idade. Considerada uma frota relativamente nova com idade média de nove anos, o problema incide exatamente na questão das condições dos veículos, pois pesquisa da GIPA revela que o índice de manutenção preventiva cai de acordo com o aumento da idade do carro.
''O motorista brasileiro ainda não tem o hábito de cuidar preventivamente de seu veículo, muitas vezes, isso acontece por falta de informação sobre o assunto e pode colocar em risco a vida dos ocupantes e de outras pessoas, sendo um fator determinante que pode contribuir para que acidentes graves aconteçam'', revela Antônio Carlos Bento, coordenador do GMA, Grupo de Manutenção Automotiva.


Estudo mostra aumento na fidelização de clientes
  A pes­qui­sa mos­tra tam­bém que as ofi­ci­nas in­de­pen­den­tes têm con­se­gui­do au­men­tar o ín­di­ce de fi­de­li­za­ção de ­seus clien­tes de­vi­do à con­tí­nua que­da da ta­xa de aban­do­no de 7% em 2006 pa­ra 5,7% em 2008. As ofi­ci­nas in­de­pen­den­tes in­ves­tem em mo­der­ni­za­ção de equi­pa­men­tos e aper­fei­çoa­men­to dos pro­fis­sio­nais pa­ra ga­ran­tir ser­vi­ços de qua­li­da­de. ‘‘O au­to­mó­vel é um sis­te­ma in­te­gra­do, on­de to­das as pe­ças são im­por­tan­tes pa­ra seu fun­cio­na­men­to. Com a tec­no­lo­gia em­bar­ca­da nos au­to­mó­veis, as ofi­ci­nas pre­ci­sa­ram acom­pa­nhar es­sa evo­lu­ção pa­ra ga­ran­tir pres­ta­ção de ser­vi­ços com ­qualidade’’, ex­pli­ca o coor­de­na­dor do GMA.
  Com a nor­ma ­ABNT 15.296 pa­ra qua­li­fi­ca­ção e cer­ti­fi­ca­ção do me­câ­ni­co de ma­nu­ten­ção e re­pa­ra­ção de veí­cu­los au­to­mo­to­res pe­la ­ABNT - As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra de Nor­mas Téc­ni­cas pu­bli­ca­da es­te ano, a ca­te­go­ria pas­sou a ter pa­drões es­ta­be­le­ci­dos que per­mi­tem a pro­fis­sio­na­li­za­ção e o con­su­mi­dor ga­ran­te a qua­li­da­de do ser­vi­ço pres­ta­do com o ­aval do In­me­tro.
(Da Edi­to­ria)

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