Motorista consegue economia de mais de R$ 800 por mês
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sábado, 05 de julho de 2003
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
O Gás Natural Veicular (GNV) está sendo usado há três anos em Curitiba pelo motorista Luiz Carlos Mikoski, 50 anos. Taxista há 12 anos, Mikoski tem três carros. ''Originalmente eram carros a álcool. Eu mandei adaptar com o melhor kit do mercado e acho que valeu a pena. Se comprar outros carros, modificarei novamente'', afirmou ele. O equipamento custou R$ 3,5 mil. Em oito meses rodando com o GNV, Mikoski assegura que pôde pagar o investimento. ''Não paguei à vista a modificação do carro. Com oito meses de uso, fiz economia suficiente para pagar minha dívida'', comemora.
Antes de usar o GNV, Mikoski gastava mensalmente entre R$ 1,4 mil e R$ 1,5 mil. Agora, ele gasta entre R$ 600,00 e R$ 650,00 - uma economia de mais de R$ 800 por mês. O único inconveniente, segundo ele, foi perder a garantia do carro. ''O carro tinha garantia. Com a transformação, eu perdi isso. Mas não me arrependo'', enfatizou o taxista.
O serventuário da Justiça, Hamilton Paese, 54 anos, cita uma série de vantagens do uso do GNV. Para ele, o gás natural veicular deixa o motor mais limpo, tem tecnologia avançada com sensores que garantem a segurança do produto, pega imediatamente no frio (clima típico de Curitiba) e é antipoluente. ''Acho até que quem usa o GNV deveria ter incentivos nos impostos, como em São Paulo. Afinal, estamos ajudando a manter o ar limpo'', declarou Paese. O serventuário acredita que a economia é total. Ele gastava semanalmente R$ 100,00. Agora, o gasto é de R$ 50,00.
O carro de Paese tem um cilindro que comporta 20 metros cúbicos. Com o cilindro completo, ele consegue rodar 125 quilômetros na cidade ou 200 quilômetros nas estradas. ''Se rodasse a mesma quantidade de quilômetros, gastaria o dobro com gasolina'', calcula. Ele fala ainda da qualidade do GNV, que não tem como ser adulterada. ''Acho impossível adulterar o GNV. A segurança é total'', acredita.
Para o taxista Reginaldo de Oliveira, 22 anos, o uso do GNV traz uma economia de mais de 60%. A única desvantagem seria a potência do motor, que cai em média 30%. ''A verdade é que a queda da potência do motor não influencia em nada. Não dá para correr em Curitiba por causa dos radares. A economia a gente faz em qualquer lugar'', disse ele.


