Motores aeronáuticos têm particularidades
Meia hora de conversa com o instrutor João Alberto Magalhães nas dependências de uma oficina que o Aeroclube de Londrina está inaugurando é suficiente para entender que as diferenças são muitas entre motores de carros e de aviões.
Para começar, vale a máxima: se o carro pifar, é só encostar e chamar socorro; mas se o avião pifar em pleno voo... Por isso, a manutenção dos motores aeronáuticos é seguida à risca. Cada aeronave tem uma carteira, como se fosse um ''RG'' do aparelho, onde são feitas todas as anotações quanto às manutenções realizadas. As tabelas de revisões de motores aeronáuticos vão de 25 a 1000 horas de voo, com a programação de uma desmontagem completa quando acontece determinado acúmulo de horas de voo, variando de acordo com cada tipo de motor. ''Por isso, o motor de avião está sempre novo'', ressalta Magalhães. A ''célula'' da aeronave também passa por revisões periódicas.
Na aviação comercial, cada vez que um aparelho desce em um aeroporto ele passa por uma breve inspeção, sofrendo inspeção completa quando pernoita.
Daí em diante, a conversa toma um rumo mais técnico, com as explicações do professor sobre as diferenças entre os motores convencionais, movidos a pistão, e o motor a reação, cada qual com suas particularidades e potências. Tema apaixonante para quem gosta de motores e que precisa ser debatido com mais calma. Assunto para um próxima.(W.S.)





