Para o motor de 1.0 e 16 V – produzido em São Carlos (SP) – ganhar mais força foi necessário muito mais do que a instalação da turbina de 41 mm de diâmetro e 1,4 bar de pressão. Muitos componentes internos do motor foram desenvolvidos apenas para a versão turbinada.
Podem ser destacados os pistões forjados com grafite para diminuir o atrito e bases refrigeradas por jato de óleo; o comando variável das válvulas de admissão (controla abertura das válvulas para permitir o máximo de redimento do motor tanto em alta quanto em baixa rotação); as válvulas de admissão arrefecidas por sódio (diminui o risco de pré-ignição); e o resfriador de ar – intercooler – para a turbina (que mantém o ar denso e em maior quantidade dentro da câmara de combustão).
De acordo com os números fornecidos pelos fabricante – após rodar mais de 1.700 milhão quilômetros em testes –, o novo conjunto motopropulsor é capaz de fazer o Gol 16V Turbo saltar de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos. A velocidade máxima atingida é de 192 km/h.
A ótima performance é conseguida graças à alta potência de 112 cv a 5.500 rpm – maior que o motor VW 2.0 aspirado que equipa o Gol e a Parati, que têm 111 cv. E ao torque de 15,8 kgfm a 2.000 rpm.
Apesar do bom desempenho, o consumo de combustível é reduzido. O Gol chega a fazer 10 km/l na cidade. Na estrada é possível conseguir a média de 14,5 km/l.
Vale lembrar que uma parte dos testes finais com o Gol e a Parati 1.0 16 V Turbo foi realizada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina. Os veículos também enfrentram, no mês de abril, a poeira das estradas de terra roxa do Norte do Paraná.
Mas só o tempo dirá se os engenheiros da fábrica tiveram sucesso quanto à durabilidade do produto. Um dos objetivos foi conseguir uma curva de torque plana e manter a mesma garantia e longevidade de outros motores aspirados fabricados pela Volkswagen.
FICHA TÉCNICA
Gol 16V Turbo

mockup