O sistema de funcionamento do motor MDI parece mais com um motor diesel do que um a gasolina, pois não existe faísca produzida por velas. O conceito utilizado é o da compressão de gases. A compressão de ar tem como consequência o aumento da temperatura (ar quente) e a sua expansão provoca a queda de temperatura (ar frio).
Inicialmente, o motor suga ar da atmosfera para ser comprimido dentro da câmara esférica do cilindro. Enquanto os pistões num motor comum sobem e descem sem parar, ligados a um eixo de manivela, os pistões do motor a ar ficam parados na posição de compressão máxima por quase metade da volta da manivela.
Com isso, o ar da atmosfera fica comprimido numa pressão de 20 bar (1.305 libras), o que faz sua temperatura chegar a 400º C. Então, dentro da câmara de compressão, o ar comprimido dos tanques é injetado a 30 bar. A pressão aumenta, a temperatura também, e o ar se expande violentamente, empurrando o pistão para baixo e girando o motor.
O ar comprimido fica armazenado em dois tanques de fibra localizados sob o chassi. Contam com revestimento termoplástico e são envolvidos por um fino fio de carbono. Em caso de acidentes não há risco de explosão. Eles se rasgam, sem soltar pedaços.
O motor desenvolve 30 cv de potência e torque de 6,5 kgfm, o suficiente, segundo a MDI, para fazer o carro passar dos 100km/h. Porém, nessa velocidade, o ar comprimido dos tanques só duram 90 quilômetros.
Os engenheiros da MDI estão desenvolvendo um modelo que usa combustível para aumentar a potência ou a autonomia, dependendo da opção do motorista. Mas continua sendo um motor a ar comprimido: o combustível será usado para aquecer o ar dos tanques, o que aumenta sua pressão e rendimento. (M.D.B.)

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