Motor equipou 28 milhões de automóveis
Verdadeiro sinônimo de eficiência motriz, robustez mecânica e simplicidade de manutenção, o engenhoso projeto do Prof. Ferdinand Porsche, esboçado nos anos 30, deixará de equipar um veículo Volkswagen no final deste ano. Só no Brasil, esse motor rendeu cinco capacidades cúbicas diferentes (1.200, 1.300, 1.500, 1.600 e 1.700) e se multiplicou em mais de 6,5 milhões de unidades produzidas. Foram mais de 28 milhões em todo o mundo, cerca de 26% do total de veículos fabricados pela Volkswagen ao longo de sua história.
No Brasil, o ''VW a ar'' equipou com grande sucesso toda a linha de veículos da marca entre os anos 50 e 70, que compreendia Kombi, Fusca, Karmann-Ghia, Karmann-Ghia TC, TL, Sedan 1600, SP-1, SP-2, Brasília, Variant, Variant II. Gol e Saveiro, em seus primeiros anos de produção, também usaram o motor a ar.
Além de ter sido aplicado em quase todos os foras-de-série e os bugues nacionais da década de 70, o ''VW a ar'' desdobrou-se, devido à versatilidade e à confiabilidade, em motor de barco, ultra-leve, girocóptero. Foi usado até em motocicleta. Fez sucesso nas pistas de corridas, com as Fórmulas V e Super-V, além dos saudosos carros de Turismo da Divisão 3. Dos 36 cv de potência da primeira unidade lançada no Brasil, em 1957, com 1,2 litro de cilindrada, ele chegou a 75 cv com 1,7 litro no SP-2. Em provas de arrancada, realizadas nos principais autódromos do País, entretanto, o valente propulsor a ar pode ser visto com mais de 700 cv.





