Motor eficiente ajuda o Celta nas ruas
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de novembro de 2000
Mauricio Della Barba 
Simples e eficiente. Assim é o Celta, o pequeno carro prodígio da Chevrolet, que chegou ao mercado embalado por polêmicas. Sem luxo algum e extremamente despojado, o Celta quase afundou na avalanche de críticas, não só dos jornalistas especializados, mas das pessoas que viram o carro pela primeira vez.
Mas nem por isso, o novo automóvel brasileiro fabricado na mais moderna unidade industrial da GM de todo o mundo, em Gravataí, no Rio Grande do Sul é uma decepção total.
Passado a maré negativa, o Celta já começa a se firmar no mercado e muitas unidades já estão sendo vistas andando pelas ruas da cidade. Mas, afinal, quais são os trunfos deste pequeno carro que está conquistando os consumidores ?
Na avaliação feita pela Folha Carro & Cia foi possível destacar algumas qualidades além, é claro, de certas críticas importantes ao modelo.
Sem dúvida, o visual do Celta é um de seus pontos fortes. As linhas bem definidas, principalmente na frente, denotam um espírito jovem e atual. Na traseira, as lanternas também trazem um desenho harmônico e agregam beleza ao conjunto. Já olhando de lado, o Celta parece estranho. Nesta visão, no primeiro olhar, é possível confundí-lo com o Corsa.
Mas basta chegar mais perto e abrir a porta para sentir a diferença. O que surpreende é o porte, que não é tão inferior ao do Corsa, como se imaginava. Ele mede 3,74 metros de comprimento, ou apenas 1,1 cm a menos que o Corsa. A diferença se deve ao pára-choque mais encorpado do Corsa. Outro ponto é a leveza das portas, que parecem indicar uma carroceria menos robusta.
Por dentro, o Celta tem sua personalidade. Espartana, é verdade. Os revestimentos de plástico predominam, até mesmo nas portas. Os retrovisores externos têm de ser ajustados manualmente, pelo lado de fora, com o dedos. Os quebra-sóis não têm nem a opção de soltar um dos lados para proteção lateral. Não há porta-objetos, exceto um pequeno e raso espaço junto da alavanca de câmbio. O carpete é de baixa qualidade e deixa à mostra partes metálicas do carro sob os pedais.
O espaço interno é parecido com o do Corsa três-portas, já que eles têm a mesma plataforma e a mesma distância entre eixos. Com isso, o Celta não decepciona em espaço interno (diferentemente de seu concorrente Ford Ka), abrigando razoavelmente bem duas pessoas não muito altas no banco traseiro. O porta-malas é bem pequeno, com capacidade para 260 litros (a mesma do Corsa três-portas e maior apenas que o do Ka). O estepe fica deitado, dentro do porta-malas.
O painel de instrumentos é bem simples, com fundo branco e um grande velocímetro com escala exagerada até 200 km/h. Um sopro de modernidade é o display digital que incorpora hodômetro (parcial e total), relógio e nível de combustível (por barras). Não há vidros ou travas com acionamento elétrico, nem equipamentos de som. A direção é mecânica e o ar-condicionado só deve chegar em janeiro.
O único motor disponível por enquanto é o 1.0 de 8 válvulas e 60 cavalos do Corsa. Por ser 36 quilos mais leve que o Corsa (tem apenas 834 kg) e contar com uma melhor aerodinâmica, o Celta anda um pouco mais rápido que o irmão mais velho.
Segundo a GM o Celta pode alcançar até os 151 km/h de velocidade máxima. No quesito consumo outro ponto favorável a média é de 15,2 km/l, podendo chegar até aos 18 km/l em percursos de estrada.
O Celta básico tem dois preços: R$ 14.400,00 nas vendas realizadas pelas concessionárias e R$ 13.700,00 na comercialização via Internet. Para alguns, o valor é alto. Já para outros, merecido. Basta olhar nas ruas...


