A empresa Honda Motor Co. Ltda anunciou o seu mais recente avanço na tecnologia de controle de emissão de gases poluentes: um motor à gasolina 2.3 litros de quatro cilindros superlimpo, ‘‘capaz de limpar o ar absorvido no seu funcionamento’’.
O novo motor, batizado de Z-Level (Zero-Level Emission Vehicle), promete produzir dez vezes menos poluentes do que o mínimo permitido pelo padrão mais rígido do mundo, o estabelecido pelo Estado da Califórnia, EUA.
Os testes mostraram que o Z-Level emite 0,17 grama de dióxido de carbono por milha, comparado com 1,7 grama permitido pelo padrão estabelecido pelo governo da Califórnia.
O presidente da Honda, Nobuhiko Kawamoto, afirmou: ‘‘Um carro equipado com este motor poderia ser dirigido por uma área altamente poluída e a quantidade de poluentes emitidos por ele seria inferior a encontrada no ar que o envolve’’.
Os executivos do centro de pesquisa e desenvolvimento da Honda disseram que o motor poderá ser produzido dentro de dois anos, sem, no entanto, informar uma data exata. O Z-Level foi baseado no motor quatro-cilindros dos modelos Accord comercializados no mercado norte-americano.
Ben Knight, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Honda nos EUA, informou que a empresa está estudando o invento junto ao Órgão de Pesquisas do Ar da Califórnia (CARB, por sua sigla em inglês). No entanto, Knight não acredita que o CARB permitirá à Honda que use o motor para atingir as normas ultra-rígidas do órgão, que estabelece o nível zero de emissões de poluentes.
Kawamoto declarou que o motor é a continuação da filosofia da empresa de construir carros não-poluentes, iniciada em 1975, quando lançou o motor Civic CVCC, o primeiro a cumprir com as normas norte-americanas sem o uso de conversores catalíticos.
Os veículos equipados como motores híbridos são hoje os menos poluentes. A combinação do motor a gasolina com o elétrico proporciona o dobro da economia em relação aos motores convencionais. Além disso, nesse tipo de veículo a emissão de gás carbônico cai pela metade e as de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio representam somente 10% do limite permitido na regulamentação.

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