Para atingir a meta estipulada, o carro utiliza um dispositivo automático que liga e desliga o motor a uma determinada velocidade. Assim, quando o Colibri atinge 45 km/h, o motor desliga e volta a ligar aos 15 km/h. ''Esse é um dos segredos para economia'', revela Ricardo Bock. '''A marca de 200 km/litro é um excelente resultado, mas ainda estamos longe de atingir nosso potencial máximo'', diz o professor.
Segundo Bock, o recorde mundial é de mais de 3 mil km com um litro de gasolina. ''Mas na Europa, eles desenvolvem um motor especial para a prova, assim como pneus'', diz o professor ao adiantar que no próximo ano a FEI pretende fabricar seu próprio motor.
Piloto mulher - Uma característica bastante incomum e curiosa neste tipo de competição são as pilotos. Por ser uma prova de autonomia, onde o que conta é a maior distância percorrida e não a velocidade, o peso do piloto é fundamental. Assim, meninas pequenas e magras têm lugar garantido nas equipes. Na FEI, a piloto oficial deste ano é a aluna do curso de Engenharia Civil, Roberta de Moraes Pereira, de apenas 42 kg. ''Já participei da prova no ano passado e estou mais confiante agora, pois o novo carro tem recursos que vão facilitar o trabalho'', diz Roberta.
Para a competição deste ano, participam 12 universidades brasileiras, o dobro de 2004, que inscreveram um total de 19 veículos (ante 10 em 2004). Para o próximo ano, a expectativa da organização é avaliar, além da qualidade e do consumo de combustível, a diversidade, com a incorporação das categorias de carros com eficiência energética e carros solares.

mockup