Motor 1.5 dá mais fôlego ao Fit
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sábado, 09 de abril de 2005
Mauricio Della Barba 
No final do ano passado, o Honda Fit encabeçava a lista dos carros mais apreciados por seus donos. O modelo, que chegou a receber o título de ''Melhor Compra do Ano'' pela revista Quatro Rodas, era elogiado pela sua versatilidade, modernidade e conforto ao dirigir. Em avaliação feita pela Folha Carro & Cia, essas qualidades foram comprovadas, mas o modelo apresentava um senão: seu motor 1.4, de 80 cv, apesar de econômico, frustava os que procuravam um ''ânimo'' maior ao volante.
Diante dos pedidos, a Honda trabalhou rápido e colocou a disposição dos consumidores a versão EX do Fit equipada com motor 1.5 litro. O pequeno aumento na cilindrada reverteu-se em um belo ganho ao volante: a potência saltou de 80 cv para 105 cv, deixando o Fit mais ágil e possante.
A evolução, a princípio, não trouxe prejuízo a outro ponto forte do modelo, a economia. Durante a avaliação da Folha, o Fit 1.5 manteve o consumo médio de 8 km/l de gasolina, um número considerado bom se comparado a outros modelos do mercado. A crítica fica por conta da falta da opção bicombustível, que poderia garantir a mesma eficiência com o preço sugestivo do álcool. Segundo a Honda, o motor flex ainda deve demorar a chegar. Na melhor das hipóteses, só no começo de 2006.
Apesar deste vácuo, o motor V-Tec utilizado no Fit é um dos mais modernos do setor. Traz 16 válvulas e comando duplo no cabeçote, com variação na admissão. Segundo a marca, o novo propulsor nada tem a ver com o 1.4 das outras versões do Fit. Trata-se de outra unidade, com componentes internos mais leves, que geram menos atrito e, portanto, mais eficiência.
Aliado ao câmbio automático CVT, o carro arranca com esperteza e mostra uma agilidade bastante satisfatória no trânsito urbano. Segundo a Honda, o Fit 1.5 chega à velocidade máxima de 180 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 12,8 segundos.
As diferenças entre as versões 1.4 e 1.5 são perceptíveis também internamente. Por ser o 'top' da linha, o modelo oferece painel com detalhes prateados, volante revestido em couro, abertura interna do tanque de combustível e alarme com acionamento à distância. Ar-condicionado, trio elétrico e direção hidráulica, assim como airbag duplo e freios com ABS e EBD são itens de série. Por fora, o pingo no ''i'' do emblema Fit na cor azul em vez da vermelha identifica a versão.
O preço, porém, não é nada convidativo: o Fit EX custa R$ 50.175 na versão mecânica e R$ 54.385 com câmbio CVT. É mais caro que um Renault Scénic 1.6 Authentique, que custa a partir de R$ 45 mil, mas é competitivo em relação, ao Chevrolet Meriva, que vai de R$ 51.546 sem ABS e airbag duplo ou a R$ 59.941 com eles.
SAIBA MAIS
- O Fit fechou o ano passado em 13º lugar no ranking dos carros mais vendidos do país
- No segmento familiar, foi o mais vendido, ultrapassando o Fiat Palio Weekend, Chevrolet Meriva e a Volkswagen Parati
- O Fit foi lançado em 2001 no Japão. No ano seguinte, chegou ao mercado europeu, onde passou a ser vendido com o nome de Jazz. No mercado brasileiro, o Fit começou a ser vendido em 2003.
- O Fit é produzido pela Honda brasileira na fábrica de Sumaré, no interior de São Paulo. Lá, o carrinho divide as linhas de produção com o Civic, que também é feito no país.


