Motocicleta cai cada vez mais no gosto das mulheres
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de agosto de 2001
Ed Carlos Rocha<BR>De Curitiba 
Depois de conquistarem seu espaço no trânsito conduzindo carros, as mulheres estão ganhando cada vez mais as ruas também com um veículo ainda muito associado aos homens: a motocicleta. Números da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo) mostram que hoje 17% das vendas totais neste mercado são feitas para mulheres. Em 1990, elas respondiam por 10% do mercado. Pesquisa informal feita pela Folha junto às revendedoras mostra números ainda maiores. Em algumas lojas, as vendas para as mulheres representam 30% do total e aumentam a cada ano.
O vendedor Marcos Eduardo Vilela, da Blokton, revendedora Honda, conta que em 2001 está havendo um aumento bastante significativo no interesse das mulheres pelas motos. ''Nesses seis primeiros meses do ano as vendas para as mulheres aumentaram em mais de 40%, principalmente em se tratando de motos de 100 cilindradas, que são menores, e de clientes na faixa dos 20 anos''.
Altair Mulharski, vendedor da Motonda, também revendedora Honda, conta que o aumento médio da participação das mulheres neste mercado é de 10% a cada ano. Segundo ele, a explicação está no fato da moto ser mais econômica e de estar surgindo modelos cada vez mais apropriados para elas. ''Hoje há boas opções de motos de 100 cilindradas, que são menores, algumas sem embreagem, com partida elétrica, leves e fáceis de manusear.''
Reydner da Silva, vendedor da Yamacenter, concessionária Yamaha, também afirma que as mulheres estão entrando com força total neste mercado. ''Hoje dá para dizer que de cada dez motos, sete são compradas por homens e três por mulheres. Há poucos anos, essa proporção era de nove para um'', conta, ressaltando que é maior também o número de interessadas que visitam a loja e ficam ''namorando'' as motos para se familiarizarem com o produto.
Para Julio César dos Santos, do setor de vendas da Cabral, concessionária Honda, as motos estão atraindo as mulheres sem distinção. ''Temos clientes que são advogadas, médicas, como também clientes que são empregadas domésticas''.


