Montadoras têm o melhor mês de agosto em dez anos
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sábado, 08 de setembro de 2007
Beth Moreira<br> Agência Estado 
São Paulo - As vendas totais do setor automotivo somaram 398.745 unidades em agosto, o que representa alta de 8,02% sobre julho, segundo dados divulgados pela Federação nacional da Distribuição de veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o segmento registrou evolução de 32,5%. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as vendas somaram 2,672 milhões de unidades, com expansão de 28,34%.
Os dados incluem as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, máquinas agrícolas e implementos rodoviários. Segundo a entidade, este é o melhor mês de agosto para o setor nos últimos 10 anos. O desempenho acumulado no ano também é o melhor em 10 anos.
As vendas de automóveis e comerciais leves somaram 233.681 unidades em agosto de 2007, o que representa um crescimento de 8,4% em relação a julho e de 31,59% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as vendas das duas categorias somaram 1.458.071 unidades, com evolução de 27,39% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Segundo a entidade, agosto foi o melhor mês de vendas para automóveis e comerciais leves dos últimos 10 anos. O resultado do acumulado também é o melhor desempenho desde 1997.
As vendas de caminhões somaram 9.086 unidades em agosto, com evolução de 4,21% sobre julho e de 32,78% sobre agosto de 2006. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas desse segmento totalizaram 62.068 unidades, com expansão de 29,07%.
As vendas de ônibus, por sua vez, somaram 2.207 unidades em agosto, o que representa uma queda de 2,09% sobre julho e um aumento de 31,29% sobre o mesmo mês do ano passado. Nos oito primeiros meses do ano, as vendas nesse segmento somaram 14.125 unidades, com aumento de 10,72%.
As vendas de máquinas agrícolas somaram 3.439 unidades em agosto, o que representa crescimento de 11,76% sobre o mês anterior, e aumento de 73,51% sobre o mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as vendas de máquinas agrícolas totalizaram 20.910 unidades. O crescimento é de 53,07% sobre o mesmo período de 2006.
A Fenabrave deve rever suas estimativas de crescimento de 2007 para os segmentos de automóveis e comerciais leves no final de setembro, segundo o presidente da entidade, Sérgio Reze. A percepção inicial do executivo é de que a projeção atual, de crescimento de 17%, suba para algo entre 20% e 21%. Se confirmada, será a quarta revisão feita pela Fenabrave neste ano.
No final de 2006 a estimativa da entidade era de crescimento 9,7% para as vendas de automóveis e comerciais leves em 2007. Em março o número foi revisado para uma faixa entre 11% e 12%. Em junho, a entidade fez nova alteração, mudando a estimativa para 15%. Com o forte crescimento do setor em julho a previsão foi novamente elevada, desta vez para 17%.
Reze avalia que o desempenho do setor continua sendo puxado por uma conjunção de fatores, como o crescimento da economia, da estabilidade macroeconômica do País, além da facilidade de crédito e prazos de financiamento cada vez mais extensos. ''Mas essa situação não tem condições de se sustentar por muito tempo'', diz. A sua previsão é de que em 2008 ocorra uma redução agressiva do ritmo de crescimento das vendas, que devem se acomodar e acompanhar o crescimento da economia.
A estimativa inicial do executivo é de que as vendas de automóveis e comerciais leves cresçam 10% no próximo ano. ''Se continuar crescendo 25% ao ano haverá um estrangulamento da indústria. O ideal é que o setor cresça menos e melhor'', afirma. Reze explica que um crescimento em ritmo mais estável dá previsibilidade para as empresas programarem melhor seus investimentos.
A avaliação do executivo é de que o mercado brasileiro tem potencial para atingir um patamar de vendas de 5 milhões de veículos por ano dentro de cinco a seis anos.
Em relação aos dados de agosto, o presidente da Fenabrave afirmou que 31,69% das operações são correspondentes a operações de compra à vista. As operações de consórcio e de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) responderam por 30,14%, enquanto as operações de leasing representaram 35,23%. Do total vendido no oitavo mês do ano, 50,38% foram feitas por pessoas jurídicas e o restante por pessoas físicas.


