Representantes das montadoras vão pedir a intervenção do governo nas discussões com o presidente da Argentina, Fernando de la Rúa, que nesta semana assinou decreto estabelecendo maior nível de proteção às autopeças argentinas dentro do novo acordo do Mercosul, que entrou em vigor no dia 1º. A medida preocupa o setor porque aumenta o custo da produção de veículos no país vizinho.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, vai se reunir no início da próxima semana com o ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, e com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, para discutir o assunto.
Por exigência da Argentina, os brasileiros concordaram com que, naquele país, metade desse porcentual seja de peças fabricadas localmente. A surpresa ficou por conta da interpretação do governo argentino que, em decreto assinado na terça-feira, determinou que o chamado conteúdo local seja medido peça por peça. Ou seja, se a montadora compra um motor de uma autopeça local, mas nesse motor há qualquer componente fabricado no Brasil (por exemplo o aço), haverá um desconto no cálculo que define o conteúdo local.
Segundo as montadoras argentinas, isso vai representar uma elevação de 30% para 48% no volume de peças argentinas usadas em cada veículo.

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