Montadoras pedem redução de juro nas negócios financeiros
Os bancos de montadoras querem que o governo iguale a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) da pessoa física à da pessoa jurídica em 1,5%. Segundo o diretor comercial do Banco General Motors, Luiz Carlos Andrade, a redução de 15% para 6%, em vigor há uma semana, não ajudará a aumentar as vendas.
O governo está perdendo receita, disse hoje. Segundo ele, a redução do imposto para os mesmos níveis da categoria de pessoa jurídica traria aumento de vendas de carros novos e usados. Mesmo com a redução para 6%, o financiamento ainda resulta em prestação maior do que o leasing, isento de IOF.
Com a redução de 15% para 6% só conseguimos calcular uma migração de parte dos negócios do leasing para o crédito direto ao consumidor, completou Andrade, que também é vice-presidente da Associação Nacional dos Bancos de Montadoras (Anef).
Mesmo assim, essa migração só deverá ocorrer dentro de seis a oito meses, segundo o executivo. Hoje o Banco GM registra participação de 60% para o leasing e de 40% para o CDC nas vendas financiadas. A expectativa é de que essas participações se invertam no médio prazo.
A melhor reação da redução do IOF será no mercado de usados. Nos veículos novos o consumidor continuará se sentindo atraído pelo leasing (isento de IOF), mas para carros que custam entre R$ 4 mil e R$ 5 mil não há como disseminar uma modalidade como o leasing - destacou Andrade.
De qualquer forma, qualquer brisa que sopra em direção ao financiamento dá uma sobrevida, disse Andrade. A maior esperança do setor é que a venda de usados impulsione a venda de novos. Com a movimentação do mercado de usados, o concessionário vai passar a aceitar melhor o carro que o cliente já possui, explicou o executivo.
O banco GM movimenta entre R$ 400 milhões e R$ 450 milhões mensalmente com as vendas financiadas, que representam 35% dos negócios da sua rede. Os consórcios detém 22% do total. O banco da General Motors lançou recentemente o Smart Lease, que representa um leasing mais parecido com o modelo americano porque prevê o pagamento de residual ao final do plano. Com isso, as prestações ficam mais baixas.





