A Ford de São Bernardo do Campo (SP) parou sua produção na última sexta-feira porque não tem onde colocar os 978 veículos que seriam fabricados. Seus pátios estão completamente lotados. A informação é do coordenador da comissão de fábrica da montadora, Rafael Marques da Silva Junior, que conduziu assembléia de funcionários. ‘‘A empresa nos disse que terá de alugar um novo pátio se continuar produzindo normalmente’’, afirmou o coordenador.
Os cerca de 7 mil empregados aprovaram a adoção de semana de apenas quatro dias de trabalho na primeira quinzena de agosto, para dar tempo de desovar o estoque. Pelo acordo, a carga semanal de trabalho passará a ser de 36 horas - e não mais de 42.
Um terço do período não trabalhado será considerado licença remunerada, sem necessidade de reposição pelos trabalhadores. O restante vai para o banco de horas. Na segunda quinzena do mês, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Ford voltarão a negociar.
A empresa ainda não definiu o período no qual precisará trabalhar menos. A estimativa inicial era de reduzir em 20% a produção, até o final do ano, o que resultaria em 17 mil veículos a menos que o previsto. A redução do IPI sobre os automóveis e eventual aquecimento das vendas poderão encurtar o período de baixa produção.
Também no caso da Volkswagen, há indefinição sobre a produção de agosto. O diretor de Recursos Humanos da montadora, Fernando Tadeu Perez, disse que a programação deverá ser conhecida apenas na quarta-feira. A expectativa dos empregados é de que a montadora cancele pelo menos dois dias de tabalho no mês, a exemplo do que já fez em julho nas fábricas do ABC e de Taubaté (SP).
A General Motors já havia comunicado, que dará 12 dias de férias coletivas aos funcionários a partir do dia 24 em São Caetano do Sul e em São José dos Campos (SP). A Fiat, instalada em Betim (MG), já reduziu a produção em 4,5%.

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