A indústria automobilística nacional, que durante muitos anos no País era representada por quatro grandes fabricantes - Fiat, General Motors, Ford e Volkswagen - agora possui 15 participantes, todos ávidos por uma fatia do mercado, que terá este ano uma sobra de 200 mil veículos espalhados entre pátios de montadoras e concessionárias.
Esta é a discussão que ocorre nos bastidores da indústria automobilística, englobando o setor de componentes (autopeças, fabricantes de pneus, fornecedores de peças plásticas, etc), e que já consta de estudos de consultorias especializadas que circulam entre executivos do setor.
A pergunta é sempre a mesma. Qual será o futuro da indústria diante de tanta competição sem contar com a fatia de 20% do mercado que os importados já possuem?
O plano das montadoras para 1998 era colocar no mercado 2,5 milhões de veículos. Mas o consumo não vai chegar a 1,7 milhão. A capacidade instalada da indústria montadora é de uma produção total de 3 milhões de veículos.
O setor não contava com uma queda tão brusca nas vendas por causa da crise financeira internacional, que causou elevação dos juros internamente, afirmou um experiente empresário do setor de componentes, fornecedor das grandes montadoras. ‘‘Antes eram quatro grandes montadoras, daqui para a frente serão 15, sem contar com a participação dos importados’’, diz ele.

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