Montadora afirma que se trata de casos isolados
O comunicado interno da GM que relata o problema é técnico e serve apenas para informar a rede de concessionárias, sem a divulgação pública. João Leal, gerente de serviços da Metronorte, concessionária GM em Londrina, afirma que já atendeu alguns casos de quebra de vidro e justifica: O estouro pode ocorrer devido a um choque térmico ou um através de curto circuito no embaçador, ocasionado pela colocação de películas, tipo insulfilme, explica. Segundo Leal, os casos onde a quebra se deu devido à problemas de aterramento do sistema térmico do vidro foram atendidos prontamente, sem ônus para os clientes.
A GM, em resposta à Folha, alega conhecer o problema, mas afirma que se trata de casos isolados e apenas em veículos ano-modelo 2003. Segundo a assessoria da montadora, esse tipo de ocorrência tem como causa impactos provocados por agentes externos, cuja origem é de difícil identificação, principalmente pelo fato dos vidros traseiros serem temperados. Análises técnicas foram realizadas a fim de se poder identificar eventuais motivos para estas quebras, porém nenhuma irregularidade foi constatada no processo de montagem do veículo ou no processo de fabricação por parte do fornecedor, explica a assessoria.
Marcio Kuramoto, da Shida Auto Vidros, discorda da alegação: Se o problema fosse comum, haveria outros carros, de outras marcas, com esse problema. Porém, eu vi isso ocorrer em 50 Astras Sedans, diz. (M.D.B.)





