A venda de carros seminovos - aqueles com, no máximo, três anos de uso -, de acordo com a Associação de Revendedores de Veículos Automotores do Paraná (Assovepar), já apresentou este ano um crescimento de 17,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O bom momento seria uma extensão de todo o ano de 2010, quando houve aumento de 13% nas vendas em relação a 2009.
Para o diretor de serviços da Assovepar, Gilberto Diggerone, o resultado positivo tem explicação global: fatores como o aumento e a estabilidade de emprego e a economia de forma geral têm aumentado o poder aquisitivo da população.
Ele acrescenta que, com o valor de defasagem entre um carro novo e um seminovo, que gira em torno dos 16%, muitas pessoas têm optado pelo último. ''Aquele que pega um seminovo já pega um preço muito bom em carros muito bem-conservados que, muitas vezes, já vem com muitos atributos que ela procura, ar-condicionado, trava elétrica...''
Para o diretor da Marajó, concessionária Fiat em Londrina, Eduardo Menegetti, custo-benefício é a palavra-chave. ''Alguns clientes preferem um seminovo com motor mais potente e completo do que um zero quilômetro básico.''
Com a facilidade de aquisição e lançamentos frequentes, o mercado de seminovos está bem abastecido. Para Menegetti, essa é a razão que tem levado os clientes a optarem pelos seminovos. ''Com o grande aumento nas vendas de carros zero quilômetro, entram muitos seminovos nas negociações, formando assim estoque com grande variedade ao consumidor.''
E na opção do seminovo, fica a possibilidade de oferecer mais conforto a mais pessoas da família. Antônio Carlos de Souza, gerente de vendas do setor de seminovos da concessionária Volswagen em Londrina, a Cipasa, conta que a maioria dos clientes escolhem o seminovo para ter um segundo carro em casa ou para ''melhorar de ano'' - a maior parte das captações de carros seminovos na concessionária vem de trocas por carros mais novos.
No ranking nacional, o Gol é o mais vendido, seguido do Palio e do Uno, da Fiat. Mas os carros médios - com valores até R$ 48 mil - também têm sido bastante procurados, afirma o diretor da Assovepar.
O empreiteiro de obras Robinson Parreira e a esposa Ana Paula Parreira resolveram fazer sua segunda troca de carro para retomarem um hábito que ficou na família: o de carro com câmbio automático. Recentemente, o Space Fox tirado zero da concessionária havia dois meses, deu lugar a um Jetta seminovo na garagem.
Com o valor do Space Fox, o casal pôde adquirir o Jetta (2008) que, segundo Parreira, nunca havia sido batido e não tinha nenhum retoque. ''Se eu fosse comprar um Jetta novo, ele sairia por R$ 79 mil. Comprei ele com uma diferença de R$ 19 mil'', conta.
O carro, usado por Ana Paula para levar o filho à escola e para tarefas domésticas, não gera nenhuma reclamação. ''Saímos do carro popular para entrar em outra categoria'', comemora.

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