Cadillac: um nome capaz de mexer com o imaginário de qualquer apaixonado por automóveis clássicos, simplesmente por ser mencionado. Entre outros atributos, se destaca o fato de o veículo de ter sido utilizado várias vezes, principalmente entre as décadas de 1950 e 1960, por personalidades do cinema e da música.
Um veículo que com toda a sua pompa é cultuado como símbolo de gerações e que o advogado Fábio Gomes Margarido, de Apucarana (Norte), faz questão de conservar com todo o cuidado possível.
Membro do Clube do Carro Antigo de Apucarana, ele explica que o modelo em questão é um Fleetwood S60 Special de 1955 e tem muita história. ''Como se sabe, o Elvis (Presley) já teve Cadillac. Foi com um dessa série, inclusive, só que na cor rosa, que ele presenteou sua mãe. Mas como ela não sabia dirigir, ele acabou ficando com o carro'', diz Margarido.
É digno de nota, no entanto, que o Fleetwood não precisa de fatos históricos para se fazer notar. Afinal, não dá para ignorar uma máquina que tem quase 6 metros de comprimento, com motor V8 de 331 polegadas, pneus faixa branca, com a lataria pintada na mesma cor e o teto azul - tonalidade que compõe também a interna do automóvel. ''Eu gosto de carro grande. Além desse, tenho outros, inclusive, Cadillacs de outros modelos'', informa.
Apesar deste Cadillac ter quase 60 anos, chama a atenção a tecnologia empregada na construção do veículo, que esbanja luxo e é capaz de deixar muitos carros de hoje ''no chinelo''. Os vidros são elétricos, bem como a regulagem dos bancos dianteiros. Tem câmbio automático de quatro marchas, direção hidráulica e freio auxiliar hidrovácuo. ''Importei esse dos Estados Unidos em 2007 e ele é todo original, tanto é que é placa preta. Esse meu não tem, mas já havia naquela época (década de 1950) opção com ar-condicionado'', garante.
Incorporada à General Motors pouco depois de sua fundação no início do século XX, a Cadillac foi responsável por grandes avanços na indústria automobilística. Isso aparece claramente no Fleetwood, que conta com o Autronic Eye - sistema que diminui a intensidade dos faróis de luz alta ao perceber a presença de um outro veículo vindo em direção oposta. ''Um carro desse só mostra o quanto o Brasil estava atrasado em relação à indústria norte-americana. É gostoso dirigi-lo, não só pelo conforto, mas pelo seu todo, que dá muito prazer'', argumenta.
Margarido ressalta a mobilidade do automóvel e seus 250 cavalos de potência como outro fator de conforto. Tanto luxo e imponência não só enche de orgulho o advogado, mas também o torna referência por onde passa. ''Sempre tem quem queira olhar. Já levei muitas noivas nele'', lembra.
Manter o Fleetwood em perfeito estado, no entanto, não é tarefa fácil, mas Margarido se mostra um colecionador apaixonado e pronto para o desafio. ''Quando ele chegou precisava de algumas restaurações e eu corri atrás. É preciso cuidar de um carro desses. Ele está entre minhas grandes paixões'', declara-se.

Modernidade e luxo no túnel do tempo
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