Modelo vende bem pois é básico e barato
A velha Kombi reina absoluta no mercado de veículos de transporte de passageiros. Sem concorrentes à altura do seu preço, o modelo cinquentão só esteve ameaçado no início dos anos 90, quando as coreanas Besta, Towner e Topic chegaram ao mercado.
Além da Kombi, a disputa por um mercado que, no ano passado, não atingiu 30 mil veículos ficou por um bom tempo restrito a modelos importados, com tecnologia incomparável à do produto nacional, como a Sprinter, da Mercedes-Benz, mas também com preço distante das possibilidades do consumidor alvo da Kombi. A Sprinter custa R$ 61,2 mil; a perua da Volks, R$ 29 mil na versão van, e R$ 27 mil na furgão.
Enquanto a Sprinter vendeu 866 unidades no varejo em 2002, a Kombi vendeu 16.489 unidades das duas versões. O mais próximo em preço à Kombi é o importado Traffic: R$ 29 mil. Mas a Renault encerrou as importações no fim de 2002 e restam poucas unidades nos estoques das concessionárias.
Mais recentemente, produtos da categoria de vans e furgões começaram a ser fabricados no País, como o Fiat Ducato, Peugeot Boxer e Renault Master, mas com preços entre R$ 54 mil e R$ 61 mil. ''A Kombi resiste porque não há outro no mercado com as mesmas características; ela é básica, barata e versátil'', diz o diretor de projetos da consultoria Roland Berger, Emilio De Giacomo.
Altamente rentável por ser um produto depreciado, já que o investimento para a produção foi todo amortizado, a Kombi deve permanecer no mercado por bom tempo, avalia o consultor da IBM Business Consulting Services, Paulo de Tarso Petroni. ''É um fenômeno.''
O concorrente que mais vendeu foi a Besta, da Kia, que custa a partir de R$ 51,7 mil, mas com capacidade maior. Em 2002, foram 3.334 unidades. O Ducato, da Fiat, vendeu 2.514 unidades; o H-100, da Hyundai, 1.352. As vendas do Master e do Boxer somaram 532 e 457 unidades, respectivamente.





