Modelo tem uma dura missão
A F550 Maranello tem uma dura missão pela frente: substituir a lendária Testarossa. Este modelo herdou o nome de um antigo carro de competição da Ferrari, o Testa Rossa 250, de 1958. A Testarossa de passeio foi fabricada entre 1984 e 1991 e teve 7.249 unidades produzidas durante este período. Ela tinha o visual agressivo característico da marca italiana.
Uma parte da fama da Testarossa se deve aos seriados de televisão americanos. O modelo virou uma das estrelas de filmes famosos na década de 80, como Magnum e Miami Vice. Mas o lado esportivo também ajudou a chamar a atenção para o veículo. A Testarossa recebeu um motor boxer de instalação central - na verdade sobre o eixo traseiro - como nos bólidos de Fórmula 1.
Esse propulsor de 4.942 cm3 tem 12 cilindros opostos e 48 válvulas que geram a potência máxima de 390 cv a 6.500 rpm. Com ele, o esportivo chega a velocidade máxima de 290 km/h e acelera de zero a 100 km/h em 4,7 segundos.
Com o fim da produção da Testarossa em 1991, ela foi substituída pelo modelo 512 TR, que é equipado com um motor V12 com 48 válvulas e 4.942 cm3. Ele atinge a potência de 426 cv a 6.750 rpm e faz a 512 alcançar a velocidade de 213 km/h.
A 512 vendeu 2.177 unidades até dar o lugar, em 1994, a versão 512 M. Este modelo é uma versão modificada da primeira 512 e ficou 14 cv mais potente graças as mudanças feitas no motor. Agora é a vez da 512 M, que vendeu 487 unidades até hoje, ceder o lugar para a F550.
A elevação da alíquota de importação para 70% no começo de 1995 foi uma ducha de água fria nas vendas da Ferrari no Brasil. A empresa que chegou a comercializar 22 unidades em 1994, só vendeu 10 veículos de janeiro a agosto de 1996. Todos do mesmo modelo, a F355, o mais barato da marca, que tem preço que varia de US$ 290 mil a US$ 320 mil.





