Régis Boessio foi o último piloto a vencer corridas com um caminhão bicudo – levou um Mercedes-Benz ao primeiro lugar nas etapas de Caruaru e de Guaporé em 2013. Depois de um ano ausente, voltou a competir na atual temporada, com um Volvo cara-chata.
"Uma das desvantagens do bicudo é o motor ficar ao lado do piloto. Isso aumenta demais a temperatura dentro da cabine, principalmente durante a corrida. O desgaste físico do piloto é grande", observa o Boessio. "E o motor fica sob a cabine. O frontal tem o motor recuado e fora da cabine, assim dissipa mais o calor e também poupa o equipamento."
Por outro lado, os bicudos dão mais conforto ergonômico aos pilotos. "É melhor para quem tem mais de 1,80 metro, porque o espaço interno é maior. No frontal, o espaço é pequeno e requer uma maior adaptação", testemunha Boessio, que tem 1,86 metro de altura.
A posição do motor revela outra vantagem do cara-chata, apontada por Roberval Andrade. "Uma equipe leva de 3h30 a 4 horas para trocar o motor de um bicudo. Se houver uma quebra no warm up, dificilmente o trabalho será feito a tempo do piloto participar da corrida", exemplifica, citando o treino de aquecimento realizado na manhã de cada etapa. "No cara-chata a troca leva cerca de 1h30." (Reportagem Local)

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