A vida do Maverick foi relativamente curta. Como veículo de linha da Ford durou apenas seis anos, entre 1973 e 1979. Mas como ator da história do mercado automotivo ainda possui um capítulo à parte. Maurício da Silva explica que na primeira fase foram lançadas três versões distintas: Standart (super), Luxo (super luxo) e Gran Turismo (GT).
A primeira mudança significativa foi em 1975, quando a Ford lançou um modelo quatro cilindros. Em 1977, o carro recebeu as primeiras alterações na parte externa. ''No lugar do Maverick Luxo saiu a versão chamada LDO'', aponta, lembrando que na época os principais concorretes eram o Opala, como mais expressivo, seguido pelo Alfa Romeo e Dodge.
Mesmo sendo unânime na opinião de entendidos e colecionadores de carros, Silva observa que o Maverick não fez sucesso na época que circulava nas ruas. O motivo? ''O motor era muito ultrapassado. Eles reutilizaram o do Aero Willis e não deu muito certo'', responde o médico. Outro fator que tirou o Maverick das ruas foi a fama de ''gastador'' de combustível.
Uma curiosidade que Silva aponta é o apelido do carro. No Brasil, era chamado de ''modelo canadense''. ''Na época a Ford lançou o motor V8 esportivo e o chamado canadense era o carro da família'', comenta.
Segundo ele, o apelido de canadense não estava relacionado à praça de fabricação do carro, peças ou motor. ''É que a exportação era feita via porto do Canadá para os mercados do México e do Brasil. Foi por isso que nesses dois países convencionaram chamar de canadense'', finaliza.
Em 1979, a Ford colocou no mercado o Corcel II, responsável por encerrar o período de vida útil do Maverick. (R.O.)

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