Modelo atrai público feminino
Nos últimos 12 anos, a Abraciclo registrou aumento na partipação do público feminino nas compras de motos no País. Em 2001, era de 17%; no ano passado, passou para 25%. Do total de 1.587.239 motocicletas vendidas no País em 2013, 396.809 foram para mulheres. A associação não possui a segmentação de público por modelo, no entanto, pela experiência das concessionárias, dá para prever que as scooters têm potencial para aumentar a participação do público feminino nesse mercado.
Valdecir Scarceli, gerente de vendas da Kallas Moto, uma concessionária Honda, em Londrina, destaca que a scooter é uma cultura nova e que o grande apelo vem da busca por economia e mobilidade. "Temos dois modelos, com preços que variam entre R$ 5.950 e R$ 10 mil, e que atraem bastante o público feminino pela facilidade de pilotagem", destaca.
Segundo Scarcelli, as scooters são preferência, também, em virtude do espaço oferecido para guardar objetos no porta-capacetes. "As clientes falam aqui cabe a minha bolsa, meu material de faculdade. Isso atrai bastante as mulheres", relata. O gerente acredita que o público feminino represente, hoje, 50% de suas vendas do modelo.
Rodrigo Araújo Martins, gerente comercial da Ciclo Mobys, autorizada Suzuki em Londrina, conta que a Burgman foi pensada justamente para elas, "porque facilita andar de saia e tem porta-capacetes". Andrew do Carmo Souza, do setor de vendas da Blokton, outra concessionária Honda em Londrina, conta que seu padrão de consumidor tem mais de 28 anos e que as mulheres são mais atraídas pela scooter pela ausência de embreagem. "Mas com o lançamento da versão 150 cc da PCX (era apenas 110 cc) aumentou também a procura por parte de homens", explica. (C.F.)





