Modelo alemão une o velho e o novo
DivulgaçãoEstiloO SLK une a nostalgia dos anos 50 com a tecnologia dos 90. O conforto e requinte não sai por menos de US$ 91 milVolta e meia, a Mercedes aposta na nostalgia dos anos 50 para temperar alguns de seus lançamentos. Foi o que aconteceu com o atual Classe E, lançado em 95 com visual renovado no melhor estilo da década de 50, com pára-lamas gorduchos e faróis redondos. A marca alemã repetiu a fórmula no seu mais novo conversível: o SLK. É um dois lugares com molho clássico, mas recheado com ingredientes de última geração. Com direito, inclusive, a uma sofisticada capota com acionamento elétrico.
A própria essência do modelo -um roadster - relembra a década de 50, quando os pequenos conversíveis de dois lugares eram verdadeira coqueluche na Europa. Agora, a moda está de volta e tomou conta de todo o mundo. No Brasil, além da Mercedes, marcas de luxo como a BMW, com o Z3, e a Alfa Romeo, com o Spider, já estão presentes com os seus novos roadsters.
E o SLK é um autêntico representante do segmento. E isso é denunciado já no nome: a sigla é de Sportlich Leicht Kompact, que se traduz como Esportivo Compacto Leve. Além de ser conversível e ter dois lugares, ele é curto, como deve ser todo roadster que se preze: tem apenas 3,99 m de comprimento, 50 cm a menos que os conversíveis da Classe SL.
A prova final é a parte traseira. Afinal, segundo os mais puristas, para o carro ser considerado um roadster, ela deve ser limpa, sem aerofólios ou santantônio. Neste quesito, o Mercedes também passa com louvor.
DivulgaçãoO motor de 4 cilindros e 2.3 litros tem 16 válvulas e a ajuda de um compressor e intercooler, com potência de 193 cv
Ao contrário do que se vê na Classe E, no entanto, a maior alusão aos anos 50 está mesmo no interior. É aí que chamam atenção os instrumentos de desenho retrô, alojados em compartimentos separados e rodeados por um friso cromado. Ou então, a soleira da porta e os pedais em aço inoxidável, com detalhes em borracha.
A inspiração nos clássicos esportivos também aparece nas bolsas de couro nas laterais das portas, que fazem as vezes de porta-trecos. E nos arcos colocados atrás dos encostos de cabeça, que além de proteger em caso de capotagem também lembram os roadsters de 40 anos atrás.
Tudo isso é protegido pela avançada capota feita em aço com acionamento elétrico. Basta pressionar um botão entre os bancos, para que o teto surja do porta-malas. Em menos de 30 segundos, o carro se transforma em um verdadeiro coupé de linhas arrojadas. O motorista não precisa nem tocar na capota, mas a operação só pode ser feita com o carro parado para evitar acidentes. Uma pitada de tecnologia dos anos 90 em um carro com preço também atual: a partir de US$ 91 mil - quase R$ 99 mil.
Do lado de fora, a referência a estes áureos tempos também aparece no capô, que possui dois ressaltos longitudinais que lembram o Mercedes 300 SL de 1955, conhecido como Asa de Gaivota por causa das portas que abriam para cima. Junto a estes detalhes de inspiração clássica, convivem faróis e lanternas que seguem o padrão atualmente adotado em outros modelos da marca: os faróis são parecidos com os do coupé Classe S enquanto as lanternas são semelhantes às da Classe C. A tendência esportiva atual é marcada pelas grandes rodas aro 16 montadas em largos pneus de perfil baixo e pelos faróis auxiliares embutidos nos pára-choques.
A nostalgia não tem vez na motorização. Sob o capô de desenho retrô, repousa o moderno motor de quatro cilindros com 2.3 litros e 16 válvulas, sobrealimentado por um compressor mecânico. O mesmo do sedã C 230 Kompressor. Graças a ele, a potência chega aos 193 cv a 5.300 rpm, enquanto o torque fica em 28,5 kgfm a 4.800 giros. Números suficientes para levar o conversível aos 230 km/h e acelerar de zero a 100 km/h em 7,7 s com a ajuda do câmbio mecânico de cinco marchas. O SLK também pode vir com a avançada transmissão automática de cinco velocidades. Uma opção que acata a tradição de conforto da marca, mas que não combina com o perfil do carro.





