A Mitsubishi Motors do Brasil está convocando 2.302 proprietários dos modelos Galant e Eclipse importados para o Brasil para um recall. De acordo com o presidente da empresa, Eduardo de Souza Ramos, a convocação atinge 1,1 mil veículos Galant ES/GS, ano/modelo 94/95; 812 unidades do Eclipse, ano 95 - ambos fabricados nos Estados Unidos, além de 390 Galant modelo V6 hatchback, ano 95, produzidos no Japão.
A empresa informou que os carros podem apresentar danos na coifa, o que permitiria a saída de graxa, ‘‘diminuindo a vida útil do pivô, gerando ruído e, em situação extrema, comprometendo a segurança do veículo.’’ Além disso, no caso do Galant hatchback importado do Japão, há a possibilidade de falha em um ponto de solda do tanque de combustível, o que poderia causar odor de combustível e, ‘‘em situação extrema, vazamento de combustível, comprometendo a segurança do veículo.’’
Os proprietários estão sendo convocados a comparecer a uma das 62 concessionárias da Mitsubishi para uma inspeção e eventual troca dos componentes com defeito. A campanha de recall, que será feita também por meio de canais de rádio e televisão e de carta aos proprietários dos veículos, vai durar até o dia 30 de abril de 2001.
Segundo o presidente da empresa, a convocação ao mercado brasileiro foi decidida pela Mitsubishi do Japão no dia 2 de outubro, depois que a subsidiária do Brasil solicitou informações à matriz. Ele disse que o prazo de quase um mês para o início do recall foi necessário para a importação de peças e treinamento da rede de revendedores.
Souza Ramos informou ainda que as concessionárias brasileiras já realizaram, em junho de 1999, campanhas de serviços aos proprietários dos veículos Galant e Eclipse produzidos nos EUA e alcançados agora pelo recall. Na ocasião, cerca de 300 pessoas compareceram às concessionárias. ‘‘A convocação de agora é mais uma prevenção e uma ação complementar às campanhas de serviços’’, observou Souza Ramos.
Em agosto, um escândalo desencadeado pela descoberta de encobrimento de denúncias de defeitos nos carros da Mitsubishi Motors Corporation provocou o anúncio da saída do presidente da companhia, Katsuhiko Kawasoe. Na ocasião mais de 600 mil proprietários de veículos foram convocados. A empresa admitiu ter deixado de comunicar ao governo japonês os defeitos relatados pelos clientes.