Minas mantém incentivo à Mercedes
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sábado, 17 de abril de 1999
Agência folha 
Apesar de o secretário da Fazenda de Minas Gerais, Alexandre Dupeyrat, ter anunciado em fevereiro passado que iria rever os incentivos fiscais concedidos às montadoras instaladas no Estado, a solução encontrada para a Mercedes-Benz, que inaugura uma unidade em Juiz de Fora, na próxima sexta-feira, não mexe nas cláusulas do contrato.
Ben Van Schaik, presidente da empresa no Brasil, disse - após encontro com o governador Itamar Franco (PMDB) -, que foram alteradas apenas datas para que o Estado desembolse valores de alguns financiamentos. Ele não deu detalhes das mudanças. Segundo informações da Secom (Secretaria de Estado da Casa Civil e Comunicação Social), um total de R$ 40,9 milhões que o Estado deveria repassar à empresa neste ano foram parcelados.
Nós não temos mais divergências, afirma Schaik, que disse reconhecer as dificuldades de caixa do governo mineiro. Ele considera a solução boa. Os incentivos concedidos à Mercedes, pelo ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB), somam recursos superiores à R$ 700 milhões - incluindo financiamento e ICMS. Os investimentos da empresa para se instalar em Juiz de Fora, cidade do governador Itamar Franco, são de US$ 820 milhões. Os incentivos estão previstos nos fundos Find (Fundo de Incentivo à Industrialização) e Fundiest (Fundo de Desenvolvimento de Indústrias Estratégicas), este elaborado especialmente para atrair a montadora alemã para Minas.
Cada um tem dois programas, que financiam capital de giro, capital fixo, importação e ICMS, todos com carência de até dez anos e isenção de juros e de correção monetária.
A empresa, que previa produzir 40 mil veículos no primeiro ano de atividade, reduziu a meta em 25%, segundo Schaik, por causa da oscilação do mercado. Mesmo assim, disse ele, a meta de conquistar 10% do mercado no ano que vem está inalterada.
A empresa já emprega 1.403 pessoas e o compromisso com o governo é de chegar ao primeiro ano de funcionamento com 1.500 funcionários. Os dez fornecedores instalados no entorno da fábrica, segundo Schaik, empregam outras 620 pessoas.
Os planos da empresa são de no ano 2000 produzir peças para exportar para a Alemanha. Querem também chegar ao fim deste ano com 60% de nacionalização e 70% no próximo ano.


