Em direção ao Hotel Á, uma propriedade rural onde almoçamos comida típica islandesa, participamos do teste que no vídeo de apresentação da viagem parecia um dos mais difíceis: atravessar um lago em meio à neve. Depois de receber as orientações da organização, nos posicionamos no carro e aceleramos o suficiente para cruzar de uma margem à outra, sem problemas. O veículo sequer patinou na água, graças ao Wade Sensing, um dispositivo que utiliza informações de sensores nos retrovisores das portas e informa ao motorista a profundidade na tela do sistema de mídia e também com um aviso sonoro, que aumenta de intensidade conforme cresce a profundidade. Segundo dados da montadora, com este sistema, o Discovery Sport pode atravessar trechos alagados com profundidade de até 600 mm.
À tarde foi o momento de colocar o carro para correr, mas sem ultrapassar o limite de velocidade local, que é de 90 km/h nas rodovias. Sem neve ou gelo para atrapalhar, e com um solzinho convidativo, contornamos o fiorde Hvalfjördur, que dava vista para um lindo trecho de mar onde dizem ser possível avistar baleias, e, em seguida, dirigimos por estradas rurais rumo à Reykjavík. Sempre que acionado, o câmbio automático de nove marchas respondeu sem pestanejar, principalmente nos trechos de subida da montanha.
Durante este trecho, livre da tensão de guiar na neve, foi possível apreciar os itens de conforto do Discovery, como o banco de couro aconchegante, os diversos porta-objetos, o ar-condicionado dual zone e o sistema de mídia, que trazia uma trilha sonora especial, além de informações sobre o tempo e o percurso.
No final da tarde, o clima mudou novamente, a chuva voltou a cair e todo cuidado era pouco no trânsito urbano da capital. Ao final da jornada, ficou a sensação de dever cumprido e a vontade de que o dia na Islândia durasse mais que meras sete horas. Só assim poderíamos aproveitar mais as maravilhas tecnológicas e o conforto que é dirigir o Discovery Sport. (M.G.)

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