Os países do Mercosul já acertaram as regras para a comercialização de veículos no período posterior ao fim do regime automotivo. O pacote prevê uma proteção para a indústria local, até o ano 2004. Para resolver a insatisfação dos argentinos em relação a uma indefinição sobre o que venderão para o Brasil, ficou acertado que a indústria brasileira informará aos dois governos, anualmente, seus programas de importação e exportação para o país vizinho.
Conforme solicitado pelas montadoras, os governos aceitaram aumentar a alíquota do Imposto de Importação de veículos fabricados fora do Mercosul, de 20% - conforme estabelecido anteriormente - para 35%. As autopeças trazidas de países fora da região recolherão imposto variável de 12%, 14% e 16%, conforme o tipo de componente.
Para as peças que não são produzidas na região, será criada uma lista de exceções. O componente que estiver nessa lista poderá ser importado com imposto menor, que deve ficar em torno de 5%. O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças), Paulo Butori, explicou, recentemente, que as montadoras terão que submeter a descrição da peça aos fabricantes locais para ter certeza, antes de colocar o componente na lista, da impossibilidade de fabricação local. Também ficou acertado um conteúdo local de 60%. Ou seja, todos os carros deverão ter 60% das peças produzidas em qualquer país do Mercosul. A alíquota do Imposto de Importação para caminhões produzidos fora do Mercosul será de 30% a partir do ano 2000.

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